Balança: ritmo de embarques de manufatura preocupa

O aumento de 10,5% na média diária de exportações das três primeiras semanas de março, em relação a igual período de 2007, traz pelo menos uma preocupação: o baixo ritmo de aumento dos embarques de manufaturas.Os dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária de exportações de produtos manufaturados cresceu apenas 3%, na mesma comparação. Relevantes para a balança comercial nos últimos anos, os setores de equipamentos mecânicos apresentou queda de 19% e o de produtos metalúrgicos mostrou-se estático. Esses desempenhos foram compensados pelas exportações em alta dos setores de tratores, motores/geradores, calçados, álcool etílico, bombas e compressores e automotivo.Mesmo com o recuo nas vendas de minérios, a média diária de embarques de produtos básicos cresceu 16,5%, devido às vendas agropecuárias. A de semimanufaturados apresentou a melhor variação, de 22,3%, graças ao desempenho dos setores exportadores de cátodos de cobre, de ferro-ligas, de celulose, de óleo de soja em bruto e de alumínio em bruto. ImportaçãoPrincipal item da pauta importadora brasileira, o item que contempla combustíveis e lubrificantes apresentou aumento de 78,3% em sua média diária de desembarques nas três primeiras semanas de março, em comparação com a média do mesmo mês de 2007.No total, o Brasil importou US$ 1,943 bilhão em combustíveis e lubrificantes no período. Nas três semanas de março, a média diária de importações cresceu 39,6%, na mesma comparação. Além dos combustíveis e lubrificantes, as três categorias de maior peso nas importações, em valor, foram equipamentos mecânicos (+26,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+46,3%) e automóveis e partes (+70,3%). Em variação porcentual, a categoria campeã foi a de produtos siderúrgicos (+223,1%).

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