Balança tem déficit de US$ 334 milhões na 3.ª semana de agosto

No acumulado do mês, contudo, o saldo comercial ainda está positivo US$ 259 milhões

Laís Alegretti, da Agência Estado,

19 de agosto de 2013 | 15h21

A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 334 milhões na terceira semana de agosto, conforme divulgou nesta segunda-feira, 19, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No período considerado, as exportações somaram US$ 4,686 bilhões e as importações, US$ 5,020 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 11,463 bilhões e as importações chegam a US$ 11,204 bilhões, o que resulta em saldo positivo de US$ 259 milhões. No ano, o déficit chegou a US$ 4,731 bilhões, resultado de exportações que alcançaram US$ 146,693 bilhões e importações que somaram US$ 151,424 bilhões.

A média das importações na 3ª semana de agosto cresceu 13,7% em relação ao valor registrado até a 2ª semana do mês, puxada pelo crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, químicos orgânicos/inorgânicos e adubos e fertilizantes. A média passou de US$ 883,4 milhões até a segunda semana para US$ 1,004 bilhão na 3ª semana.

Nas exportações, a retração nas vendas de produtos básicos, como soja em grão, minério de ferro e petróleo em bruto, explica a queda de 3,2% na média das exportações na 3ª semana de agosto, segundo informou o MDIC. A média chegou a US$ 937,2 milhões na última semana, frente à média de US$ 968,1 milhões até a 2ª semana de agosto.

As exportações de produtos básicos caíram 12,4% no período, passando de US$ 500,4 milhões para US$ 438,6 milhões. O governo cita soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto, e carne bovina, suína e de frango como os principais produtos que impactaram o resultado. As vendas de semimanufaturados, por outro lado, cresceram. Segundo o ministério, o aumento de 3,7%, passando de US$ 121,8 milhões para US$ 126,3 milhões, foi motivado pelo aumento nas vendas de açúcar em bruto, celulose, ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido e ferro-ligas. Os manufaturados registraram alta de 2,8%, de US$ 329,4 milhões para US$ 338,7 milhões, em razão de automóveis, veículos de carga, etanol, polímeros plásticos, máquinas para terraplanagem e tratores.

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