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Balança tem déficit de US$ 35 mi na semana

A forte queda das exportações na terceira semana do mês (13 a 19) explica o déficit de US$ 35 milhões registrados pela balança comercial brasileira. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária das exportações na semana passada foi de US$ 180,2 milhões, valor 19,3% inferior à média registrada na primeira quinzena do mês. Houve retração nas vendas de todos os produtos brasileiros. Os semimanufaturados, por exemplo, registraram uma queda de 48,5% em suas vendas, na comparação com o exportado nas duas primeiras semanas do mês. Pelo lado dos produtos básicos, como minério de ferro, soja em grão e petróleo em bruto, a queda no período foi de 25,4%. Já os manufaturados tiveram retração de 9,1%. Comparando o desempenho das exportações brasileiras na terceira semana do mês com o volume registrado em maio de 2001, a retração é de 15,8%. Neste caso, a maior queda pôde ser verificada na venda de produtos básicos, que foi de 19,5%. Houve ainda uma redução de 16,1% na exportação de manufaturados, e de 7,5% no caso dos semimanufaturados. O déficit comercial divulgado hoje pelo governo foi o terceiro resultado semanal negativo registrado este ano. Ainda assim, o saldo mensal está positivo em US$ 193 milhões e o anual em US$ 1,701 bilhão. Ao contrário das exportações, a média diária das importações na terceira semana do mês manteve-se praticamente igual à registrada na primeira quinzena de maio. De acordo com os dados do Ministério, a média foi de US$ 187,2 milhões, valor 0,8% inferior à média acumulada nas primeiras duas semanas do mês. Comparando o desempenho das importações este mês - até a terceira semana - com o apurado em maio de 2001, verifica-se uma queda de 19,3% nas compras feitas no exterior. Enquanto a média diária das importações em maio de 2001 foi de US$ 234,5 milhões, agora o valor passou para US$ 189,3 milhões. Foram reduzidos, neste período, os gastos com a compra de produtos eletroeletrônicos (34,3%), cereais e produtos de moagem (33,3%), combustíveis e lubrificantes (22,8%), entre outros. ArgentinaAs exportações brasileiras para a Argentina acumuladas nas três primeiras semanas do mês estão 59,4% abaixo do registrado em maio de 2001. As importações, por sua vez, recuaram 13,6% no período. Comparando o desempenho registrado até agora em maio com o alcançado em abril, registra-se um crescimento de 22,2% nas exportações para o mercado argentino. Pelo lado das importações houve um crescimento de 20,4% neste período. As exportações cresceram neste intervalo pelo maior volume de venda de produtos como minério de ferro, motores para veículos e autopeças. No caso das importações, o crescimento de 20,4% foi puxado pela maior compra de produtos como petróleo em bruto, autopeças, óleos combustíveis e automóveis de passageiros.

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