Balança tem superávit de US$ 28 bi em 12 meses, diz Furlan

A balança comercial acumulou nos últimos 12 meses um superávit de US$ 28 bilhões, segundo dados divulgados hoje pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. "A corrente de comércio neste período superou pela primeira vez na história a casa dos US$ 130 bilhões", disse. Ela atingiu US$ 131,87 bilhões, com US$ 79,935 bilhões de exportações e US$ 51,935 bilhões de importações.Um dos destaques foi o aumento das exportações para mercados onde o governo têm concentrado as atenções, em especial os países que foram visitados recentemente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As vendas de produtos brasileiros para o Oriente Médio, por exemplo, subiram 50,3% em maio, em relação ao mesmo período de 2003. "Os países que o presidente têm visitado são locais com espaço para crescermos. Falei hoje com o presidente e ele gostou de saber disso", afirmou Furlan. Além da ampliação do leque de mercados, Furlan destacou a melhora do perfil da pauta de exportações brasileiras. "O maior crescimeno se deu exatamente nos produtos de maior valor agregado", disse, ao citar que, sobre maio de 2003, as exportações de manufaturados cresceram 27,4%, acima dos 27,1% registrados na venda de produtos básicos e dos 10,4% dos semimanufaturados. A venda de produtos brasileiros no exterior no mês passado subiu 24,6% em relação a maio de 2003, enquanto que as importações cresceram 25,1% no período. "Os crescimentos foram praticamente iguais, o que nos coloca numa situação muito saudável de aumento da corrente de comércio", afirmou. Mesmo com todos os recordes registrados, o ministro disse que o governo mantém a estimativa de fechar o ano com um volume de exportações na casa dos US$ 83 bilhões.Petróleo e FedO ministro do Desenvolvimento não deu muita importância aos possíveis efeitos que um aumento nos preços do petróleo e uma alta no juros básicos dos Estados Unidos possa provocar no comércio exterior brasileiro. "o petróleo e o Fed (Banco Central norte-americano) são a bola da vez dos pessimistas, mas eu não tenho nenhum medo de um aumento de 0,5 ponto porcentual do Fed ou do petróleo", afirmou.Ele defendeu que os efeitos de um aumento consistente dos preços do petróleo são mínimos em termos de balança comercial. Em 2003, o Brasil importou US$ 3,8 bilhões em petróleo. "Mesmo que tivéssemos um aumento de 50% nos preços, o efeito seria de apenas US$ 1,9 bilhão nas importações. Além disso, teríamos o benefício desse efeito sobre o preço de produtos de valor agregado que exportamos", afirmou. Para ele, é importante perceber que mesmo com a volatilidade nos mercados nas últimas semanas, o fluxo de comércio mundial continua aumentado e o Brasil não tem registrado comportamento diferente. "É preciso parar de ver só o lado negativo das coisas", disse.O ministro considerou o resultado da balança comercial até maio como um indicativo de que a economia está vivendo um período de retomada. "Há uma certa síndrome de São Tomé nos mercados mas os números confirmam as perspectivas de crescimento da economia. O crescimento de 25% das importações e (porcentual) semelhante das exportações demonstra que existe dinamismo no mercado interno", disse. "Está na hora reconhecermos que o País está crescendo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.