Balanço de greve mostra 35 mil bancários parados em SP

Balanço divulgado na tarde desta segunda-feira pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região mostrou que cerca de 35 mil trabalhadores, distribuídos em 416 locais de trabalho, entre agências e centros administrativos, participam do quinto dia (terceiro dia útil) de greve nacional da categoria. Na sexta-feira, dia 6, o balanço final do dia apontou cerca de 40 mil bancários parados em 555 locais.De acordo com o sindicato, até as 13 horas desta segunda-feira, os trabalhadores estavam parados em 86 locais do centro da capital paulista; 41 na região da Avenida Paulista; 89 na zona leste; 58 na zona oeste; 30 na zona sul; 46 na zona norte e 66 na região de Osasco. O sindicato informou que funcionários de importantes centros administrativos e tecnológicos também aderiram à greve. Entre eles, destacam-se o Centro Tecnológico e Operacional do Itaú (CTO) e o Centro Administrativo do Unibanco (CAU).No período da manhã, o Bradesco Alphaville também parou, conforme o balanço dos bancários. Em São Paulo, Osasco e nos 15 municípios da região de Osasco, há cerca de três mil locais de trabalho e 106 mil profissionais da categoria.Na avaliação do presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, a redução no número de trabalhadores parados é vista como normal. "A segunda-feira é um recomeço. Os bancários passam todo o fim de semana recebendo ligações, sendo pressionados pelos gestores dos bancos para voltar ao trabalho e muitos acabam cedendo", afirmou, em comunicado à imprensa. "Mas, ao longo do dia e da semana, os trabalhadores cansam dessa pressão e, se não houver negociações, a adesão volta a aumentar", acrescentou.A categoria, que tem data-base em 1º de setembro, não aceita a proposta de reajuste salarial feita pelos bancos. Enquanto os trabalhadores reivindicam aumento de 7,05%, além da reposição da inflação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ofereceu, até a mais recente rodada de negociação, reajuste de 2,85%, que repõem apenas a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).De acordo com o sindicato de São Paulo, a greve deve prosseguir, enquanto não houver nova oferta por parte dos bancos. "Sem proposta de aumento real de salários e participação nos lucros maior, a greve continua", destacou Marcolino.Segundo a assessoria da Fenaban, os bancos continuam aguardando uma nova proposta documentada dos trabalhadores.Nesta segunda, a partir das 17 horas, os bancários fazem assembléia na quadra do sindicato paulista, localizado na região central de São Paulo, para decidir sobre a continuidade da greve. Também no período da tarde, devem ser debatidas questões específicas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, como planos de cargos e salários e caixas de assistência, além da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários desses bancos.Caso sejam apresentadas novas propostas, elas serão levadas aos trabalhadores em assembléias específicas destes bancos nesta terça-feira, dia 10, em locais e horários a serem informados. Segundo o sindicato, a Fenaban ainda não confirmou nova rodada de negociação.CampinasA greve dos bancários iniciada na última quinta-feira, dia 5, ganhou mais adeptos nesta segunda-feira em Campinas e cidades vizinhas. Ao menos 160 das 550 agências da região pararam as atividades nesta manhã. Até as 10h30, 29 voltaram a funcionar por força policial. Na sexta-feira, 6, das 155 agências em greve, 104 ficaram totalmente paradas e 51 foram reabertas por força policial, segundo informações do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campinas e Região. Aproximadamente 4,5 mil dos 9 mil bancários que trabalham em 37 cidades da região paralisaram os serviços. O sindicato ainda não sabe informar quantos funcionários paralisaram as atividades nesta segunda. Segundo informações da Febraban, os usuários do sistema bancário brasileiro têm sido orientados a usar os serviços de auto-atendimento, internet banking, call center, correspondentes e pontos de venda (casas lotéricas, lojas, agências dos Correios). Dados da Febraban indicam que o usuário já opta por serviços alternativos aos dos caixas das agências. Das 35 bilhões de operações realizadas em 2005, apenas 10,6% foram realizadas em caixas. Outras foram feitas em caixas eletrônicos (30,7%), por meio de débito automático (28,6%), pela Internet (16,7%), em correspondentes e pontos de venda (9,5%) e por telefone (3,9%). Matéria alterada às 15h45 para acréscimo de informações

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