Brendan McDermid/Reuters
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Balanços de empresas brasileiras ainda vão piorar bastante, diz Fitch

A agência de classificação de risco cortou 90 ratings nacionais e 61 internacionais de companhias do Brasil nos últimos 28 meses

REUTERS

04 de maio de 2016 | 16h44

Boa parte da piora da economia brasileira a partir de meados de 2014 ainda não está inteiramente refletida nos balanços das empresas do país, cujo perfil de endividamento deve piorar por pelo menos mais dois a três anos, disse nesta quarta-feira um executivo da agência de classificação de risco Fitch.

 

"O aumento do custo de financiamento ainda não está refletido nos balanços", disse o diretor sênior de finanças corporativas da Fitch, Ricardo Carvalho, durante evento com investidores.

 

Segundo Carvalho, a Fitch cortou 90 ratings nacionais e 61 internacionais de companhias do Brasil nos últimos 28 meses e a tendência é que essa rota seja mantida no médio prazo.

 

Pelas contas da Fitch, na média, as empresas brasileiras estão gastando o equivalente a 40 por cento da geração de caixa com pagamento do serviço da dívida, fruto do aumento dos juros no país e do fechamento do mercado de capitais para a maioria delas.

 

Segundo a agência, no setor de construção pesada, os acordos de leniência acertados pelas grandes empreiteiras do país não devem amenizar a posição de crédito destas empresas. Já no setor imobiliário, a Fitch avalia que apenas MRV e Cyrela não deverão ter fluxo de caixa negativo este ano.

 

Enquanto isso, no setor de energia elétrica, a agência avalia que sobras de eletricidade entre 7 bilhões e 10 bilhões de reais deverão pressionar o balanço de distribuidoras do país.

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