Balanços prometem melhora no 3º trimestre

Os resultados das companhias abertas devem melhorar neste terceiro trimestre em relação ao início do ano. A poucos dias do final do mês, os analistas já elegeram os fatores que impulsionarão os balanços: aumento nos preços de produtos e serviços, aquecimento da demanda e retomada de investimentos. O analista Alexandre Constantini, do Bear Stearns, aposta na recuperação das margens de lucro das companhias de telefonia celular. Ele destacou a mudança na estratégia das empresas, substituindo o subsídio na compra de aparelhos por descontos para clientes de maior poder aquisitivo. Segundo o analista, as mudanças previstas para o setor fizeram as ações das celulares caírem cerca de 25% nos últimos dois meses e meio. Dado o baixo preço, ele acredita que os papéis são uma boa opção de investimento. Luiz Mann, analista do UBS Warburg, espera melhora nos resultados das empresas do setor de telefonia fixa por conta do reajuste tarifário concedido em junho. Ele recomenda "compra forte" para as ações preferenciais da Telemar Participações. Em relação às elétricas, o analista da BBVA Corretora Oswaldo Telles Filho também destacou o aumento das tarifas, lembrando que as correções variaram de 15% a 20%, entre junho e julho. Ele observou que o impacto será maior nas geradoras de energia, nas quais os reajustes não têm contrapartida em custos, o que ocorre com as distribuidoras. As maiores apostas estão nas ações da Cesp, Copel e Cemig, todas com recomendação de compra. Papel e Celulose O analista Thomas Souza, da Merrill Lynch, acredita que as margens das empresas de papel e celulose irão melhorar cerca de três pontos porcentuais frente ao trimestre passado. Segundo ele, o desempenho será fruto da elevação no volume de vendas no mercado doméstico, impulsionada pelo aquecimento da economia. Ele afirmou que os preços dos principais produtos estão cerca de 20% mais altos no Brasil. Souza recomenda a compra dos papéis da Votorantin Celulose e Papel (VCP), Klabin e Aracruz, nesta ordem de preferência, pelo fato de as empresas terem um potencial superior ao preço de suas ações em Bolsa. Petroquímicas e siderurgia Com o cenário de alta do petróleo e do nafta no mercado internacional, o analista Carlos Balma, do Banco Brascan, ressaltou a boa perspectiva de resultados das petroquímicas. Ele explicou que o repasse do aumento do custo na aquisição do nafta, que costuma acompanhar a cotação do petróleo, permitiu que as centrais petroquímicas aumentassem o preço de seus derivados (eteno e subprodutos). Para o analista Francisco Martins, do Deutsche Bank, os resultados da siderurgia no terceiro trimestre irão demonstrar a continuidade do processo de fortalecimento do setor. Segundo ele, a maioria das empresas fechará com alta lucratividade, proporcionada pelo crescimento no volume de encomendas, qualidade gerencial e retorno dos investimentos em melhoria do mix de produtos.

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