André Dusek/ Estadão
André Dusek/ Estadão

Bancada da bala pressiona derrubada do veto do reajuste salarial e impasse pode adiar sessão

Ideia é adiar a sessão do Congresso desta quinta-feira, 20, para que seja votado na Câmara um projeto que permite a bonificação por tempo de trabalho, como os quinquênios, para aí a bancada passar a apoiar a manutenção dos vetos

Camila Turtelli e Adriana Fernandes/, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2020 | 16h04

BRASÍLIA - Deputados ligados à segurança pública estão pressionando pela derrubada do veto ao reajuste dos servidores públicos até 2021. Esses parlamentares são, nesse momento, um dos principais impasses na ofensiva feita pelo governo nesta quinta-feira, 20, ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para a manutenção do congelamento dos salários do funcionalismo federal, estadual e municipal.

O presidente da bancada da Segurança Pública, Capitão Augusto (PP-SP), disse que é a favor da derrubada do veto, mas que essa não é uma posição fechada da frente. Apesar disso, ele admite ser essa a posição da maioria dos membros. A bancada da bala é composta por 306 parlamentares. O governo precisa de 257 votos (maioria simples) para manter o veto do presidente. 

O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) enviou uma mensagem para os demais deputados pedindo a derrubada do veto. “O veto retira a contagem do tempo de serviço por 19 meses para os profissionais de saúde e de segurança pública que estão na linha frente no combate à pandemia”, diz ele na mensagem. “Afastando os anuênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio/especial de todos esses profissionais que estão arriscando sua vida e de sua família pelo Brasil”.

As carreiras queriam que o presidente vetasse parte do projeto que proíbe que os meses até dezembro de 2021 sejam contabilizados para a concessão de anuênios (adicionais por cada ano trabalhado), triênios (três anos), quinquênios (cinco anos) e licenças-prêmio (licença remunerada concedida a cada cinco anos de serviço; extinta para novos servidores a partir de 1997).  

O Estadão/Broadcast apurou que deputados tentam costurar um acordo com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). A ideia é adiar a sessão do Congresso desta quinta-feira, 20, para que seja votado na Câmara um projeto que permite a bonificação por tempo de trabalho, como os quinquênios, para aí a bancada passar a apoiar a manutenção dos vetos. 

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