FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Bancários aceitam reajuste salarial de 10% e terminam greve

Em SP, categoria volta ao trabalho nesta terça, após 21 dias de paralisação; trabalhadores de MT e RR continuam em greve

Agência Brasil

26 de outubro de 2015 | 20h20

Texto atualizado às 9h30 de 27/10/2015

Os bancários da maior parte do País encerraram nessa segunda-feira, 26, a greve da categoria, que durou 21 dias. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Ramo Financeiro (Confraf), 60% das agências estavam paradas desde o dia 6 de outubro. Os trabalhadores dos Estados de Mato Grosso e de Roraima, no entanto, decidiram continuar em greve.

A maior parte dos bancários, em assembleias na noite de segunda-feira, aceitou o acordo proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ofereceu reajuste de 10% sobre os salários, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o piso da categoria. Com o reajuste de 10 % sobre a PLR, os bancários garantiram que a parcela adicional será de 2,2% do valor do lucro líquido, distribuído linearmente. Também foi proposto um reajuste de 14% para os vales-refeição e alimentação.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, com esse índice, em 12 anos, será possível acumular 20,83% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos. Para ela, esta paralisação “foi uma das mais fortes dos últimos anos e a conquista foi consequência da nossa luta e mobilização”.

Além de São Paulo, a greve também foi encerrada em 78 cidades de vários Estados, entre as quais, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba. Alguns sindicatos promovem assembleias nesta terça-feira, 27, para decidir sobre o retorno às atividades.

Os bancários entraram em greve após cinco rodadas de negociações sem sucesso. Inicialmente, os bancos ofereceram reajuste de 5,5%, sob a justificativa de que essa era a projeção para a inflação nos próximos 12 meses. A proposta chegou a ser ampliada para 7,5% e 8,75%, mas as duas foram rejeitadas pelos trabalhadores. Até que, na sexta-feira passada, houve nova elevação, dessa vez para 10%, superando a inflação do período. 

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