Bancários acenam greve em setembro contra proposta da Fenaban

O presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, disse hoje que a categoria já se prepara para deflagrar greve nacional a partir da primeira quinzena de setembro. "Amanhã, realizaremos uma reunião com a Executiva Nacional da CNB para decidirmos os atos da campanha, mas já trabalhamos, de fato, com a perspectiva de deflagração de greve", afirmou.A CNB realizou nesta manhã, em conjunto com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, uma manifestação pública, impossibilitando a abertura de agências bancárias da região do centro de São Paulo, onde atuam quatro mil trabalhadores do setor. "É uma demonstração de força e que estamos unidos nesta campanha", comemorou o presidente do sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.Os bancários têm data-base em primeiro de setembro e reivindicam reajuste salarial de 25%, sendo 6,22% de reposição salarial e 17,68% de aumento real. Querem o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no valor de R$ 1,2 mil e mais um salário integral. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste de 6% e PLR de R$ 690 e mais 80% de um salário, proposta essa já rejeitada pelos bancários.Pressão da categoriaO último encontro entre os dois lados aconteceu na terça-feira passada e ainda não foi agendada a retomada das negociações. Ainda como medida de pressão, os bancários prometem realizar atos em capitais de todas as regiões do País na próxima semana.O presidente da CNB descartou, pelo lado dos empregados, a possibilidade de o reajuste da categoria ir a dissídio na Justiça do Trabalho. No ato de hoje, no Centro de São Paulo, os sindicalistas chegaram a colocar em votação a proposta da Fenaban, que foi também rejeitada pelos cerca de mil bancários presentes à Praça do Patriarca.

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