Bancários apresentam contraproposta e mantêm greve

A Executiva Nacional dos Bancários (CNB) decidiu, em assembléia nesta segunda-feira, reduzir de 25% para 19% a proposta de reajuste salarial da categoria. Uma carta com a contraproposta será encaminhada ao presidente da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), Márcio Cypriano, e para as direções dos bancos públicos com o pedido de reabertura das negociações. Os bancários analisaram seis propostas apresentadas em assembléias regionais e definiram pela redução do reajuste, mas vão manter a reivindicação de um abono de R$ 1.500 para todos os bancários e o não desconto dos dias parados. Mas o coordenador de Negociações Trabalhistas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Apostólico, já havia declarado na semana passada que mesmo um reajuste de 19% representa o dobro do valor que os bancos aceitam pagar. A proposta da Fenaban é de um reajuste de 8,5% mais um abono de R$ 30 para salários até R$ 1500. Nesta terça-feira, a CNB pretende visitar o Congresso Nacional, a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto para buscar apoio de deputados, senadores e ministros. A CNB também enviará uma carta à Presidência da República, solicitando uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.AlternativaUma das possibilidades para o fim da greve é o dissídio coletivo. Bancários, bancos ou Ministério Público podem pedir o dissídio coletivo à Justiça do Trabalho se entenderem que não se consegue chegar a um acordo e que a sociedade está sendo prejudicada pela greve. Segundo o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vantuil Abdala, se o dissídio coletivo for pedido, a greve acaba em 10 ou 15 dias. A paralisação dos bancários completa 21 dias nesta terça-feira e desde 1991 não havia uma greve tão longa. Por causa disso, segundo o secretário-geral do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Jair Ferreira, o corte de ponto deverá ser discutido entre as partes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.