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Bancários continuam paralisados em 6 Estados

Bancários de seis Estados ainda mantêm a paralisação iniciada na terça-feira em todo o País. Os funcionários de agências no Espírito Santo, Maranhão, Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Rio Grande do Norte decretaram greve por tempo indeterminado, enquanto os de Pernambuco seguem com a paralisação até esta quarta. Neste Estado, o trabalho será retomado normalmente na quinta-feira. As informações são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A greve, organizada pelos sindicatos ligados à Contraf, paralisou, na terça-feira, por 24 horas, cerca de 120 mil bancários em todo o Brasil. Segundo a Confederação, estiveram mobilizados os maiores sindicatos do País como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. No Sindicato de São Paulo Osasco e Região pararam cerca de 34 mil bancários com 279 locais paralisados. No Rio de Janeiro, cerca de 80% do centro financeiro parou. Brasília teve grande adesão nas agências e prédios administrativos. Belo Horizonte contou com forte paralisação na Caixa Federal, no BB e em bancos privados. No Rio Grande do Sul, foram 236 agências, sendo que em Porto Alegre pararam dezenas de agências e prédios administrativos. Em Curitiba, houve paralisação do centro financeiro. No ABC paulista, 130 agências pararam."Atingimos nosso objetivo e demos um claro recado nesta greve de advertência contra a intransigência da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), que há quase dois meses não apresenta uma contraproposta a nossas reivindicações, apresentadas no começo de agosto", afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf. "Esperamos que na rodada de negociação que teremos nesta quarta mude a postura dos banqueiros".ReivindicaçõesA greve teve como objetivo advertir e pressionar Fenaban para que seja apresentada uma contraproposta às reivindicações da categoria. Os bancários, que têm data-base no dia 1º de setembro, querem um reajuste salarial de 7,05% mais a inflação no período e uma maior Participação nos Lucros ou Resultados (PRL), sendo 5% do lucro líquido linear divido por todos. Eles ainda exigem um salário base acrescido de R$ 1.500.As reivindicações da categoria também envolvem a defesa do emprego, coibindo dispensas imotivadas, ampliação dos horários atendimento, realizando-o em 2 turnos (o que geraria mais contratações) e maior respeito à jornada de trabalho, de seis horas.Além disso, os bancários pedem o fim das metas abusivas, do assédio moral e mais segurança ao bancário, já que o assalto a bancos é um problema no País.Uma nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban será realizada nesta quarta-feira, às 15h. O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino afirmou na terça-feira que, caso o encontro desta quarta seja "mais uma enrolação", a categoria está disposta voltar à greve e, "dessa vez, por tempo indeterminado".Matéria alterada às 11h11 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

27 de setembro de 2006 | 09h54

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