Bancários da Caixa em SP aprovam fim de greve

Os bancários da Caixa Econômica Federal de São Paulo aprovaram, em assembleia na tarde desta quinta-feira (27), a proposta feita pela direção do banco. Com isso, os trabalhadores encerram greve que teve início no último dia 18 e voltam ao trabalho sexta-feira (28).

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 19h34

Os funcionários da Caixa na capital paulista haviam rejeitado, na noite de quarta-feira (26), a proposta feita pelo setor patronal. O mesmo ocorreu em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e nos Estados do Pará, Ceará, Bahia e Sergipe. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), os trabalhadores de Belo Horizonte decidiram nesta quinta manter a greve. A confederação ainda não tem conhecimento dos resultados no Rio de Janeiro e demais locais.

A Caixa Econômica Federal não alterou a proposta apresentada na terça-feira (25) e avisou que estenderia até hoje o prazo para compensação de horas paradas. A partir de sexta-feira, seriam descontados dos trabalhadores os dias de greve. Em carta enviada à Contraf-CUT, o banco avisou que estavam "exauridas todas as hipóteses de alteração das condições negociadas". "A partir desta data e na iminência da assinatura da convenção coletiva de trabalho, em caso de ausência ao trabalho consideraria falta não justificada, com todas as implicações daí decorrentes", diz a carta, de acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, afirmou que a proposta apresentada pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban) abarca em parte as demandas dos bancos públicos, mas trabalhadores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal têm também reivindicações específicas que são negociadas com a direção dos bancos.

A Fenaban estabeleceu reajuste de 7,5% para a categoria e de 8,5% para o piso que consta na Convenção Coletiva, que passou para R$ 1.519. O piso dos trabalhadores da Caixa, contudo, já era mais alto, de cerca de R$ 1.900. "Alguns trabalhadores achavam que os 8,5% deveriam ser aplicados também no piso da Caixa, e não só no da Convenção Coletiva. Além disso, há discussões específicas sobre as condições de trabalho", disse Cordeiro. Na assembleia desta quinta em São Paulo, estavam presentes cerca de 1.500 trabalhadores, de acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Também na noite desta quarta-feira, bancários que trabalham em instituições privadas e os funcionários do Banco do Brasil aprovaram a proposta da Fenaban e o consequente fim da greve da categoria em São Paulo. Trabalhadores dos bancos privados também aceitaram encerrar a paralisação em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande e Estados como Pernambuco, Piauí, Mato Grosso, Alagoas, Roraima e Rondônia.

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