Bancários da zona Oeste de SP paralisam 60 agências

Bancários das agências da zona Oeste de São Paulo paralisaram suas atividades na manhã desta quinta-feira. Segundo informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, até as 11 horas, 60 agências, dos bairros de Pinheiros e Itaim, e cerca de 1.500 trabalhadores estavam envolvidos no protesto, que faz parte do Dia Nacional de Luta contra a proposta de reajuste salarial de 6%, apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na semana passada. A data-base é 1º de setembro.A categoria, que conta com 400 mil funcionários de bancos públicos e privados em todo o País, reivindica reajuste salarial de 25% (6,22% de reposição da inflação, mais 17,68% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de um salário mais R$ 1.200, além de 14º salário e 13º em tíquete. O piso salarial almejado pelos trabalhadores é o de R$ 1.522,01, sugerido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).Os bancários querem, ainda, que os bancos ampliem o horário de atendimento para o período compreendido entre as 9 horas e 17 horas, com dois turnos de trabalho, o que, segundo eles, criaria 161 mil novos empregos, além da ratificação da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe dispensas não-motivadas.De acordo com o sindicato dos bancários, o protesto na zona Oeste da capital paulista deve continuar durante o dia todo e a meta é a paralisação de 100 agências da região. Conforme informações da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) também ocorrerão ao longo do dia atividades em Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis, no Rio de Janeiro, Brasília, entre outras capitais brasileiras.GreveNo próximo dia 25, bancários de todo o País se reúnem em São Paulo para seu Encontro Nacional e será a vez dos trabalhadores das instituições da região da Avenida Paulista paralisarem suas atividades. Caso a Fenaban não modifique a proposta, uma greve da categoria não está descartada."Se até setembro a Federação Nacional dos Bancos não oferecer aos bancários aumento real à altura dos lucros que as instituições financeiras vêm alcançando, os trabalhadores poderão iniciar uma greve", alertou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.