Bancários de Brasília aprovam ingresso do dissídio coletivo

Os bancários de Brasília estão tentando arrumar uma saída para a greve que amanhã completará 27 dias, a mais longa paralisação já enfrentada pela categoria. Em assembléia geral realizada hoje, os bancários votaram pela continuidade da greve mas aprovaram, ao mesmo tempo, o ingresso do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na prática, isso significa que o tribunal fica sendo o árbitro da questão e que as partes - patrões e empregados - terão que se submeter e cumprir o resultado do julgamento.O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Jacy Afonso de Melo, admitiu que a proposta aprovada em Brasília é polêmica. "São Paulo, Belo Horizonte e Florianópolis rejeitaram o ajuizamento do dissídio coletivo", contou. Melo explicou que somente a Confederação dos Trabalhadores nas Entidades de Crédito (Contec) poderá ingressar com a ação no TST. Por isso ele promete passar todo o dia de amanhã tentando convencer seus colegas, dos demais sindicatos, de que essa é a melhor saída para o movimento.As diferentes decisões das assembléias dos bancários dos últimos dias demonstram que a categoria está dividida. A Federação Nacional de Bancos (Fenaban) endureceu na proposta feita e não reabriu as negociações. De nada adiantou a interferência do ministro do trabalho, Ricardo Berzoini, que tentou mediar uma saída para o impasse. Pressionado pela bancada do PT no Congresso nacional, Berzoini obteve dos bancos oficiais federais (Banco do Brasil e Caixa Econômica), o perdão de 1/3 dos dias parados e o pagamento de outro 1/3 com horas extras. Dessa forma os bancários só sofreriam o desconto de 1/3 dos dias parados nos salários. Com a divisão do movimento, o governo desistiu de intermediar a questão.

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