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Bancários de SP criam ''super-heróis'' e ''vilões'' para reivindicar reajuste e PLR

Lançada oficialmente ontem, a campanha salarial dos bancários tem como principais reivindicações o aumento real dos salários em 5%, além da reposição da inflação, e uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 3.850. A entrega da pauta de reivindicações dos trabalhadores à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) começou com uma passeata do centro de São Paulo até a avenida Paulista, coração financeiro do País, onde fizeram um ato em frente a matriz do Banco Real.O que chamou mais atenção não foi o número de participantes (cerca de 500 pessoas), mas o desfile dos personagens criados para ilustrar a campanha deste ano. Super-Bancário, Delegado Maravilha, Capitão Gerente e Terceiro-Man compõem a Superliga dos Bancários. Os vilões Mão-de-Gato, Bebezão, Caixa de Maldades, Toureiro e Tourinho, Planetoide, The Bothers e Capitão do Mato formam Os Irresponsáveis.Bem humorada, a campanha pretende envolver bancários e clientes de maneira interativa para cobrar dos banqueiros responsabilidade social, explicam os sindicalistas."O mote da campanha é cadê a responsabilidade social que os bancos pregam tanto nas suas propagandas, mas que não praticam de fato", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).Redução dos juros , corte de tarifas e mais contratações de trabalhadores para reduzir filas e melhorar o atendimento foram apresentadas dentro do bloco de reivindicações sociais."A preservação dos empregos é um item primordial neste ano em que vivemos três processos de fusões envolvendo grande parte da categoria", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e membro do Comando Nacional dos Bancários. "Não abriremos mão do aumento real de salários, assim como vamos defender uma mudança no modelo de PLR."Os bancários são uma das poucas categorias no País que possuem um acordo coletivo de trabalho com validade nacional. Com data-base em setembro, categoria é formada por 465 mil bancários, sendo 134 mil na base de São Paulo, Osasco e Região.

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

11 de agosto de 2009 | 00h00

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