Bancários de SP mantêm greve por tempo indeterminado

Os bancários de São Paulo, Osasco e Região continuarão em greve. A decisão saiu depois de uma assembléia realizada na tarde desta segunda-feira. O Sindicato informou que a greve continuará por tempo indeterminado. A decisão foi tomada porque a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não apresentou uma nova proposta de reajuste salarial para a categoria, que tem data-base no dia 1º de setembro.A Fenaban, por sua vez, também destacou que os bancos continuam aguardando uma nova proposta dos trabalhadores. Enquanto os bancários reivindicam aumento de 7,05%, além da reposição da inflação, a Federação ofereceu, até a mais recente rodada de negociação, realizada no dia 3 de outubro, reajuste de 2,85%, que repõe apenas a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).Segundo o balanço do sindicato sobre o quinto dia (terceiro dia útil) de greve da categoria, o número de trabalhadores parados pouco mudou, em relação ao boletim das 13 horas. Até as 18 horas, mais de 36 mil aderiram ao movimento em 494 locais de trabalho, de um total de 106 mil bancários em cerca de 3 mil locais de trabalho, contra cerca de 35 mil do primeiro período em 416 locais de trabalho. Os profissionais estavam parados em 84 locais do centro da capital paulista; 50 na região da Avenida Paulista; 122 na zona leste; 79 na zona oeste; 30 na zona sul; 48 na zona norte e 81 na região de Osasco.O Sindicato dos Bancários informou também que representantes dos trabalhadores, da direção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estão reunidos para debater questões específicas como planos de cargos e salários e caixas de assistência, além da Participação nos Lucros e Resultados dos funcionários desses bancos. A reunião com o BB começou às 18 horas, e com a CEF, às 19 horas.Caso sejam apresentadas novas propostas, elas serão levadas aos trabalhadores em assembléias específicas desses bancos nesta terça-feira, dia 10, em locais e horários a serem informados. O sindicato reiterou que nenhuma nova rodada de negociação foi anunciada pela Fenaban.Santos e regiãoJá o Sindicato dos Bancários de Santos e Região promoveu nesta segunda-feira uma passeata contra a repressão a intransigência dos banqueiros, interferência da justiça na greve da categoria e repressão da Polícia Militar. A manifestação partiu da frente do Banespa da Praça Mauá, no centro de Santos, na Baixada Santista, e percorreu cerca de um quilômetro do bairro. A passeata foi em clima de festa e, além dos tradicionais carro de som e faixas, contou com uma banda e uma pessoa fantasiada de urso que segurava balões coloridos.De acordo com a PM, cerca de 70 pessoas integraram a manifestação. Já o sindicato contabilizou 300 pessoas. Além dos bancários, diretores dos sindicatos dos petroleiros e dos metalúrgicos também integraram o protesto. O presidente do sindicato da região, Pedro de Castro Junior, disse que a manifestação foi decidida em assembléia na última sexta-feira com o objetivo de esclarecer a população do que está acontecendo com a categoria. Ele lembrou que 80% dos bancários da região aderiram à greve. "Só mesmo o Bradesco tem a maioria das agências funcionando", disse.CampinasEm Campinas e cidades vizinhas, a greve dos bancários ganhou força. Das 550 agências da região, 197 pararam as atividades, 42 a mais que na última sexta-feira. Por intervenção policial ou judicial, 63 agências voltaram a funcionar e três funcionaram parcialmente. Em assembléia realizada nesta terça-feira, 189 (98%) dos 193 bancários da região votaram pela continuidade da greve. Segundo informações do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campinas e Região, ao menos 5 mil dos 9 mil bancários que trabalham em 37 cidades da região paralisaram os serviços.

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