Bancários do Maranhão mantêm greve

Reunidos em assembléia na noite de ontem, em São Luís, bancários do Maranhão decidiram manter a greve e recorrer à Justiça para tentar alguma negociação com os banqueiros. A categoria votou, em unanimidade, pelo ajuizamento do dissídio coletivo. "Após muitas tentativas frustradas de negociação, o Maranhão manifestou indignação e protesto à falta de respeito e truculência dos banqueiros e do governo Lula", disse o presidente do sindicato, Raimundo Costa. Hoje, os bancários realizarão manifestações no centro comercial de São Luís, com atividades em frente às principais agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, as quais apresentam mais de 90% dos funcionários em greve na capital maranhense. Segundo Costa, o fato que levou a categoria a tomar esta decisão foi a negativa da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e do governo federal em comparecerem em audiência promovida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), na tarde de ontem.Como justificativa ao não comparecimento à reunião, que aconteceria em Brasília, os banqueiros negaram qualquer possibilidade de se avançar com relação à proposta salarial defendida pelos bancos de reajuste entre 8,5% e 2,77% mais parcela fixa de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Os bancários iniciaram a campanha salarial com proposta de 25% de reajuste e fizeram, semana passada, uma contraproposta de 19% mais abono de R$ 1.500.

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