Bancários do setor privado assinam acordo com a Fenaban

A Executiva Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinaram, no fim da tarde desta quinta-feira, a Convenção Coletiva Nacional 2004/2005, válida para os trabalhadores do setor privado. Após cinco meses de campanha salarial, que resultou na mais longa greve nacional da categoria, com 30 dias de duração, patrões e empregados chegaram a um acordo de reajuste de 8,5% sobre o salário, mais verbas e benefícios.Segundo a Confederação Nacional do Bancários (CNB), o índice será aplicado retroativamente - já que a data-base da categoria é no dia 1º de setembro - e creditado na conta do trabalhador no próximo vencimento de cada banco, juntamente com a parcela fixa de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500.Além do reajuste salarial, os trabalhadores terão direito também a cesta alimentação extraordinária no valor de R$ 700. O benefício será recebido por funcionários em atividade, em licença-maternidade, empregados em gozo de férias e pelos bancários afastados por acidente do trabalho ou doença, por um prazo máximo de 180 dias. A primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será paga em até 10 dias úteis, correspondente a 60% do total de 80% do salário mais R$ 705. A segunda parcela terá que ser paga até março de 2005.Mas, para os bancos públicos, a campanha salarial continua. O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) tiveram dissídio coletivo julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que definiu apenas as cláusulas econômicas, como o reajuste de 8,5%. As demais cláusulas, inclusive a PLR, e questões específicas desses bancos, vêm sendo negociadas pela Executiva Nacional dos Bancários.

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