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Bancários e Fenaban assinam convenção coletiva nesta 4ª

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), assinarão nesta quarta-feira a Convenção Coletiva Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e o acordo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da categoria. A ratificação do acordo acontecerá a partir das 16 horas, na sede da Fenaban, na região central da capital paulista.De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e que representa cerca de 400 mil bancários, o reajuste de 3,5% vale para os salários e todas as demais verbas de natureza salarial. O aumento foi conquistado para todos os bancários do Brasil, de bancos públicos e privados, após várias rodadas de negociação e a realização de uma greve nacional dos trabalhadores que durou uma semana na maioria dos Estados. Como a data-base da categoria é 1º de setembro, os valores reajustados serão pagos retroativamente a esta data.A PLR prevê a distribuição de 80% do salário, já reajustado, mais R$ 828 na parte fixa. Além disso, ainda há uma parcela adicional que será de 8% da variação nominal do lucro líquido de 2006 em relação a 2005, distribuído linearmente para todos os funcionários, com teto de R$ 1.500. Para os bancos que tiverem um aumento de pelo menos 15% na lucratividade, fica garantido o mínimo de R$ 1.000.A Contraf destacou que, pela primeira vez, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, que tiveram propostas para questões específicas e para a PLR de seus funcionários, participam da Convenção Coletiva. No caso do BB, os bancários receberão, 48 horas após a assinatura do acordo, PLR semestral de 95% do salário, parte fixa de R$ 412, mais R$ 1.819,49 (equivalente a 4% do lucro líquido linear dividido por todos os funcionários), além do módulo-bônus que varia de acordo com a referência salarial da função. Na Caixa, a PLR é o equivalente a 80% do salário (sem teto), mais o valor linear de R$ 3.167. O pagamento será feito em duas parcelas: 60% em até 10 dias após a assinatura do acordo e o restante em março de 2007.De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que representa 106 mil profissionais, o Comando Nacional dos Bancários se reuniu com os bancos federais e conseguiu barrar o desconto dos dias parados. O sindicato informou que, assim como para os funcionários de bancos privados e da Nossa Caixa, ficou definido que os dias parados destas instituições serão compensados no máximo até 31/12/2006. Depois dessa data, serão anistiados.Segundo o presidente do sindicato paulista, Luiz Cláudio Marcolino, os bancários saíram, "mais uma vez", vitoriosos de uma greve. "Se dependesse da vontade dos banqueiros, nem aumento real teríamos. Foi a mobilização dos trabalhadores que garantiu o reajuste e ainda uma nova conquista, que é o adicional da PLR, que ninguém mais tira dos bancários", afirmou, em comunicado à imprensa.

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