Bancários entram em greve nacional por tempo indeterminado

Os bancários decidiram na noite de terça-feira entrar em greve nacional por tempo indeterminado a partir de 0h de quarta-feira, informou em nota o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

REUTERS

28 de setembro de 2010 | 21h41

A categoria rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que prevê a reposição da inflação dos últimos 12 meses --reajuste de 4,29 por cento--, mas não contempla aumento real de salários.

"Os banqueiros empurraram os bancários à greve. As instituições financeiras não apresentaram aumento salarial acima da inflação, apesar do crescimento econômico do país e do excelente resultado dos bancos, que lucraram em média 29 por cento mais do que o ano passado", disse a presidente do sindicato, Juvandia Moreira, em nota.

Os bancários exige um aumento de 11 por cento, melhoria na participação nos lucros e resultados (PLR), vale-refeição, vale-alimentação, auxílio-creche e pisos salariais maiores, além de auxílio-educação para todos e melhores condições de saúde.

O Comando Nacional dos Bancários considerou a oferta dos banqueiros insuficiente e tinha dado prazo até a segunda-feira para que a Fenaban apresentasse uma nova proposta para análise da assembleia, o que não aconteceu.

"A Fenaban tem de apresentar uma proposta à altura das reivindicações da categoria e dos resultados dos bancos", disse Juvandia.

Segundo a nota, o país tem 460 mil bancários, sendo 130 mil na base do sindicato de São Paulo.

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