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Bancários fazem greve de 24 horas em todo o País

Após não conseguir entrar em acordo com a Federação Nacional do Bancos (Fenaban) em relação ao aumento salarial, os bancários resolveram fazer uma greve nacional de 24 horas nesta terça-feira (26). Ou seja, durante todo o dia, não haverá atendimento nas agências. Uma nova rodada de discussões entre a categoria e a entidade será realizada na quarta-feira e, caso não seja apresentada uma proposta que agrade aos trabalhadores, eles ameaçam parar por tempo indeterminado. Quem precisar de serviços bancários nesta terça terá de recorrer aos caixas eletrônicos e à internet. Em São Paulo, a paralisação foi decidida na segunda-feira, em assembléia. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, cerca de 70% dos trabalhadores presentes votaram pela greve de 24 horas. Os outros 30% queriam que ela já fosse por tempo indeterminado. Apesar de a negociação ter sido marcada, a categoria não demonstra confiança em um acordo. "Marcar negociação não quer dizer apresentar proposta. Nas rodadas anteriores, os banqueiros tinham se comprometido a trazer proposta e não o fizeram. Por isso, permaneceremos mobilizados e a greve de 24 horas será realizada em todo o País", afirmou o presidente do Sindicato paulista, Luiz Cláudio Marcolino. Entre as reivindicações da categoria, estão o aumento real de salários (7,05%) e a reposição da inflação. Os trabalhadores ainda pedem uma participação maior nos lucros e resultados: 5% do lucro líquido linear, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500. Aumento da gratificação de caixa, vale-alimentação de R$ 300, auxílio-creche no valor de um salário mínimo e término na terceirização de serviços também são exigidos pelos bancários. Entretanto, de acordo com o sindicato, a Fenaban não concorda, principalmente, com o aumento de 7,05% e se recusa a elevar a participação nos lucros. "Tudo que os banqueiros disseram até agora é que não querem dar aumento para os bancários. Espero que tenham mudado de idéia e que apresentem uma proposta digna de ser levada aos bancários. Caso contrário, a greve que será de 24 horas poderá ser ampliada depois da negociação", disse Marcolino. A Fenaban, por sua vez, informou que "os bancos estão demonstrando disposição de negociar e construir um acordo factível na mesa de negociações".

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 00h07

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