Bancários fazem greve de um dia em 19 Estados e DF

Balanço parcial divulgado pela Confederação Nacional dos Bancários (CNB) mostra que a greve de 24 horas da categoria no País atingiu 19 Estados e o Distrito Federal, com maior intensidade nas capitais. A paralisação de advertência foi aprovada em assembléias, após os bancários rejeitarem proposta de reajuste salarial de 4% e abono de R$ 1.000, apresentada no dia 20 pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).Segundo a CNB, que é filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), os bancários realizam, no próximo sábado, encontro nacional para referendar a decisão das assembléias de deflagrar greve geral a partir do dia 6 de outubro. A categoria conta com 400 mil trabalhadores em todo o Brasil e reivindica aumento 11,77% nos salários.De acordo com a assessoria de imprensa da Febraban, ainda não há um balanço dos bancos sobre a paralisação de hoje. O sindicato informou que a paralisação na cidade de São Paulo atingiu 110 locais de trabalho. Conforme levantamento da CNB, na cidade do Rio de Janeiro aproximadamente 170 agências foram paralisadas na região central. Em Brasília, a greve atingiu agências do Banco do Brasil e da Caixa Federal.Os bancários também paralisaram as atividades no Estados do Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná (greve centralizada em Curitiba), Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Santa Catarina (em Florianópolis) e Sergipe. Os Estados do Acre, Alagoas, Maranhão e Mato Grosso do Sul decidiram não fazer a greve de advertência, mas já aprovaram a paralisação do dia 6. Os demais não são filiados à CNB.A Fenaban confirmou a informação da CNB de que a paralisação de advertência da categoria atingiu 19 Estados e o DF. Segundo a entidade, há a expectativa de que os trabalhadores voltem às negociações e evitem a greve prevista para o dia 6 de outubro.Em rápida entrevista à Agência Estado, o coordenador de negociações trabalhistas da Fenaban, Magnus Apostólico, disse que a entidade continua esperando uma nova proposta da CNB. "Estamos aguardando a contra-proposta para reiniciarmos as negociações", comentou.

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