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Bancários iniciam negociação com governo

A Confederação Nacional dos Bancários (CNB) informou que iniciará a partir de hoje negociações com o governo federal para conseguir a aprovação da proposta da categoria de unificar, a partir deste ano, a campanha salarial dos funcionários das instituições financeiras privadas com a dos funcionários do setor público. Até hoje, "por pressão dos bancos e do governo", segundo o presidente da CNB, Vagner Freitas, a campanha salarial dos funcionários do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica é realizada separadamente da campanha dos funcionários dos bancos privados. A decisão de unificar as campanhas foi tomada durante seminário encerrado quarta-feira, na sede da confederação, em São Paulo. "Foi uma decisão histórica, que vai aumentar muito a capacidade de negociação e de pressão da categoria", avaliou. No final da tarde de ontem, Freitas desembarcou em Brasília para iniciar as negociações com o governo federal. "Já temos a sinalização das diretorias do BB e da Caixa de que é possível a unificação." No início da próxima semana a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) também vai ser comunicada sobre a decisão, informou ele. A decisão de unificar as campanhas impediu que a CNB chegasse a uma conclusão sobre os índices de aumento salarial que serão reivindicados no próximo dissídio, em setembro."As perdas salariais do setor público não são iguais às dos setor privado e a nossa decisão é a de reivindicar um índice único, portanto o assunto ainda terá de ser aprofundado antes de uma conclusão", avaliou Freitas. O seminário da confederação decidiu, ainda, continuar as negociações por um reajuste emergencial de 15%, a partir de junho e incluir na campanha salarial de setembro a discussão sobre o aumento da participação dos funcionários nos lucros e resultados das empresas. "A participação já é cláusula de dissídio, mas diante dos altos lucros dos bancos reivindicamos que parte dele seja repassado para os funcionários", afirmou.

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 09h38

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