Bancários mantêm greve em São Paulo e movimento cresce no RJ

Mais de 2.600 bancários de São Paulo e da região de Osasco reavaliarão hoje à tarde a greve iniciada ontem. Em assembléia realizada na tarde de ontem, eles rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram manter a paralisação. Os bancários reivindicam reposição da inflação mais aumento real de 17,68% e participação nos lucros e resultados de um salário mais R$ 1.200. Os banqueiros oferecem reajuste salarial de 8,5% mais R$ 30 para quem ganha salários até R$ 1.500 o que representa reajuste de até 12,77% e aumento real de 5,75%.Para os que ganham acima de R$ 1.500, o reajuste sugerido é de 8,5%, estendido aos vales alimentação e refeição, e ao auxílio-creche. A proposta, rejeitada, prevê participação nos lucros e resultados de 80% do salário mais R$ 705, além de pagamento de vale-alimentação extra de R$ 217. Os bancários aguardam uma contraproposta da Fenaban.Ontem, cerca de 15 mil trabalhadores aderiram à greve e paralisaram 184 agências da capital e 20 na região de Osasco. A expectativa do sindicato dos bancários é de que hoje o movimento cresça. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região representa 106 mil bancários que atuam em cerca de 4 mil locais de trabalho.Adesão maior no RJO Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro estima que a adesão à greve da categoria será maior hoje, no segundo dia do movimento pela reposição de perdas e reajuste salarial de 25%. A cidade obteve o maior índice de paralisação nacional e hoje recebe a adesão dos bancários da baixada fluminense, que decidiram pela greve em assembléia realizada ontem.O presidente do Sindicato, Vinícius de Assumpção, disse que 21 mil profissionais não estão trabalhando, entre os 30 mil que compõem a categoria no Rio. Segundo ele, o movimento se concentra no centro da cidade porque a região reúne 60% dos bancários e os piquetes estão sendo realizados nas portas dos bancos sem registro de problemas policiais.A greve é considerada pelo sindicato como uma das mais tranqüilas já realizadas pela categoria, com adesão espontânea. Às 17h, será realizada assembléia na sobreloja da Galeria dos Empregados do Comércio, na Avenida Rio Branco, para avaliar o andamento das negociações. O movimento atinge principalmente as unidades do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, onde o sindicato estima a adesão em 95%. Nos bancos particulares a greve alcança o Bradesco, Unibanco, Santander, Itaú, HSBC e Real.As informações são da Agência Brasil.

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