Bancários mantêm paralisação nesta sexta-feira

A greve dos bancários vai prosseguir nesta sexta-feira em todo o País, com a categoria querendo um ajuste salarial acima dos 2,85%, oferecido pela Federação Nacional de Bancos (Fenaban). A Federação destaca que não recebeu comunicado oficial dos trabalhadores, em relação à proposta apresentada na terça-feira, 3.A greve dos bancários, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que representa cerca de 450 mil trabalhadores, atinge 190 mil bancários em 24 Estados, além do Distrito Federal, onde há 108 sindicatos ligados à confederação. Entre eles, estão os sindicatos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.Os bancários não aceitam o ajuste proposto e já houve alguns atritos entre a categoria e a Policia Militar em São Paulo, com os trabalhadores querendo impedir a entrada de funcionários em agências ou ainda, realizando bloqueio a caixas automáticos, impedindo a entrada de usuários. A Febraban instrui os clientes a usarem canais de atendimento alternativo, como caixas eletrônicos, internet, telefone, correios, lotéricas e lojas de departamentos, considerados meios alternativos para o pagamento de contas e saque de valores.ContasA Febraban alertou que os clientes que tiverem contas vencidas terão de pagar os juros estabelecidos pelas empresas e pelos bancos correspondentes ao pagamento. Já as contas com vencimento programado para os próximos dias, devem ser quitadas nas agências bancárias ou em locais alternativos.Clientes que necessitam sacar o FGTS e o seguro desemprego, entretanto, devem procurar uma agência da Caixa Econômica Federal, única autorizada a disponibilizar este tipo de serviço, segundo a Febraban.A Fundação considerou que a decisão sobre a greve prejudica, principalmente aposentados e pensionistas, já que o pagamento dos benefícios deve cair nas contas nesta quinta-feira. Porém, afirma que grande parte dos beneficiários já utiliza os caixas eletrônicos para sacar o valor recebido. De acordo com relatório da Febraban, em 2005 apenas 10,6% dos correntistas, das cerca de 95 milhões de contas correntes existentes no país, utilizaram os serviços em caixas de agências. Um número considerado pequeno pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em 2005, foram feitas 35 bilhões de transações bancárias, sendo que apenas 10% delas foram registradas nos caixas das agências, segundo a Febraban.INSSO Instituto Nacional de Seguridade social (INSS) não vai prorrogar o prazo de recadastramento dos aposentados e pensionistas, em função da greve nacional dos bancos. Por esse motivo, cerca de 151 mil segurados com benefícios de final 3 que ainda não responderam à convocação, feita a partir de junho, poderão ficar sem o pagamento no mês de novembro.Esses beneficiários deveriam se recadastrar até esta sexta-feira, 06. Mas segundo o INSS, os beneficiários ainda podem tentar se recadastrar no final da greve dos bancários, caso isso aconteça até o dia 27 de outubro.O aposentado ou pensionista deverá verificar se seu nome já foi incluído no edital de suspensão e comparecer a uma agência bancária para pedir o cancelamento dessa suspensão e fazer o recadastramento.De acordo com o INSS, os beneficiários têm sido chamados a atualizar seus dados desde junho e, portanto, já tiveram quatro meses para comparecer ao banco. O INSS também concluiu, após contato com instituições financeiras, que a paralisação dos bancários não está prejudicando o censo.O prazo do censo termina nesta sexta-feira para o grupo 3, já que os bancos precisam de até 13 dias para repassar as informações ao Instituto, a tempo de incluir ou excluir os pagamentos da folha, que deve ser fechada próximo ao dia 20 de outubro. GreveSegundo balanço divulgado na tarde de quinta-feira, 5, pela Contraf, bancos de 24 Estados e do Distrito Federal aderiram à paralisação, por tempo indeterminado. Com isso, 190 mil bancários estavam parados no País.A greve por tempo indeterminado foi decidida durante assembléia na noite de quarta-feira, depois de sete rodadas de negociações com os banqueiros. Os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, enquanto a Fenaban, braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ofereceu reajuste de 2,85%.Segundo balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, mais de 39 mil bancários permaneceram parados em 517 locais de trabalho na região de abrangência do sindicato, entre agências e centros administrativos. Em São Paulo, Osasco e nos 15 municípios da região de Osasco, há cerca de três mil locais de trabalho e 106 mil bancários.Esta matéria foi atualizada às 10h50 para acréscimo de informações.

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