Bancários marcam greve para terça-feira

Bancos oferecem 8% de reajuste salarial, mas a categoria reivindica 12,77%

O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2011 | 03h09

Os bancários de todo o País prometem entrar em greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira, após o fracasso da rodada de negociações, ontem, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo.

A entidade patronal ofereceu um reajuste salarial de 8%. A proposta foi considerada insuficiente pelos trabalhadores. Assembleias estão sendo convocadas para segunda-feira a noite em todo o País.

A proposta dos bancos até anteontem era de 7,8%. "Eles só fizeram uma pequena mudança no aumento real, que ainda é insuficiente", diz Juvandia Moreira, presidente do sindicato dos bancários de São Paulo e Região.

Segundo a sindicalista, as principais reivindicações da categoria são a valorização do piso salarial e a melhora nas condições de trabalho. Para a presidente, os bancos devem rever a cobrança de metas de seus funcionários, considerada 'agressiva'. Os bancários exigem um aumento de 12,77%, equivalente a um ganho real de 5% além da inflação, e o vale-refeição no valor de um salário mínimo.

A última proposta dos bancos prevê um piso salarial de R$ 1.845 para funcionários que exercem a função de caixa, auxílio-alimentação de R$ 19,60 por dia, com a cesta-alimentação de R$ 336 por mês.

Negociação. "Estamos com uma proposta de 8%, um reajuste pesado para este momento", diz Magnus Apostólico, diretor de relações de trabalho da Federação dos Bancos. Para ele, não há necessidade de greve, pois as negociações nunca pararam.

"O piso salarial subiu 25% em dois anos, significando um aumento real de 16%. Isso é muito", afirmou o representante dos bancos na negociação salarial.

Os novos ajustes reivindicados pelos trabalhadores trariam um impacto de R$ 8 bilhões na folha de pagamento dos bancos este ano, segundo estimativa da Federação dos Bancos. Sobre a cobrança de metas, ele afirma que o problema são alguns gestores que cobram resultados de maneira equivocada. Nesse caso, disse ele, o bancário deve comunicar ao sindicato caso sofra algum assédio indevido, sendo obrigação do banco responder.

"Além de apresentarem proposta insuficiente, não trouxeram nada para a valorização do piso, para melhorar a PLR e as condições de trabalho", afirmou a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira. A Caixa cancelou reunião de negociação que estava marcada para ontem.

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