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Bancários querem igualar salários dos dois bancos

Sindicalistas também pedem garantias de que o BB não fará demissões

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

21 de novembro de 2008 | 00h00

Os sindicatos de trabalhadores do setor bancário iniciaram ontem mesmo uma movimentação para garantir os empregos dos funcionários da Nossa Caixa e do Banco do Brasil. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, filiado à CUT, confirmou para hoje, às 14 horas, uma reunião com a direção do Banco do Brasil. Segundo o sindicato, a direção do BB assumiu o compromisso com o movimento sindical de que, após o fechamento do negócio, o canal de comunicação com os trabalhadores se estabeleceria de forma permanente."Vamos reivindicar a unificação de direitos, como Planos de Cargos e Salários (PCS), fundos de pensão e assistência médica. Defendemos que valha o mais vantajoso para os trabalhadores, já que algo diferente disso significaria a perda de direitos", disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato.O governo do Estado informou que o deputado estadual Davi Zaia (PPS), que é presidente da Federação dos Bancários do Estado de São Paulo (Fetecsp), ligada à central UGT, acompanhou as negociações. Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf, ligada à CUT) pretende realizar hoje a primeira reunião pós-aquisição com a diretoria dos bancos."Queremos garantir que não haverá demissões ou fechamento de agências para que não haja prejuízo aos trabalhadores ou a sociedade", diz Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf. "Num segundo momento, vamos negociar um equilíbrio entre os planos de cargos e salários dos dois bancos." A entidade pretende reunir todos os dados sobre cargos e salários ainda hoje para negociar mudanças e quer participar de todo o processo de transição.Cordeiro afirma que serão feitas ao BB as mesmas exigências feitas recentemente ao Itaú e Unibanco: que a garantia dos empregos seja feita por escrito. "Infelizmente, isso ainda não aconteceu no caso dos bancos privados", diz. "Mas vamos cobrar, pois já vimos em outros casos o que acontece: após alguns meses, vão centenas de pessoas para a rua."

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