Bancários querem reajuste salarial de 25%

As lideranças dos trabalhadores do setor financeiro decidiram neste domingo, durante o segundo dia de sua 6.ª Conferência Nacional, que a categoria vai reivindicar um reajuste salarial de 25%. Outra reivindicação é de que o cálculo dopiso, hoje de R$ 702,66, se dê agora com base no salário mínimo medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), de R$ 1.421,62."A minuta contendo essas reivindicações será entregue à Febraban (Federação Brasileira das Associações de Banco) no dia 17 de junho", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), Vagner Freitas. "Será uma minuta única, que representará o pedido dos 400 mil trabalhadores bancários, sejam de instituições públicas, sejam de privadas".De acordo com Freitas, também foi aprovada neste domingo a luta por uma redução de carga horária de trabalho para cinco horas diárias ou 25 semanais. A idéia da CNB é aumentar o horário de funcionamento dos bancos das 9 às 17 horas, com a implantação de dois turnos de trabalho.Esta medida, segundo levantamentos da instituição, elevaria em 150 mil o número de vagas no setor."Estamos há cinco anos brigando por essa redução", admite Freitas. "Não conseguimos ainda vencer essa luta por divergências de interesses entre os bancos, que prefeririam apenas aumentar a jornada de trabalho de seus funcionários caso fosse demandado um período mais longo de funcionamento".A 6.ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, que começou no sábado na capital paulista, se estenderá até terça-feira. Nesta segunda serão realizados encontros com os funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e posteriorm ente dos bancos federalizados.

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