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Bancários realizam assembléias para decidir greve

A paralisação dos bancários continua em 15 Estados do País. Nesta quarta-feira, os demais sindicatos filiados à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizam assembléias para definir se entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta. Funcionários de agências no Rio, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador e região, Sergipe, Florianópolis, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí, Campina Grande(PB) e Bauru (SP) já estão parados. Na Bahia, em Porto Alegre e no Rio grande do Norte, a greve atinge apenas os bancos públicos: BB, Caixa e BNB.Na terça-feira, aconteceu a 7ª Rodada de negociação entre os representantes dos bancários e dos bancos. Na reunião, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nova proposta econômica, com reajuste salarial de 2,85% (igual ao INPC apurado em 12 meses) e participação nos lucros e resultados (PLR) de 80% do salário mais R$ 823, além de adicional de R$ 750, nas empresas que tiverem crescimento de pelo menos 20% do lucro líquido.A proposta não foi bem recebida, e o Comando Nacional dos bancários, orientou os sindicatos à rejeição da proposta e decretação de greve nacional por tempo indeterminado a partir desta quinta. ?Não aceitaremos nenhuma proposta que não traga aumento real e melhora da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, que reflita os aumentos recordes de lucratividade que os bancos vêm obtendo?, afirmou Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT.A aprovação da greve é sempre decidida em assembléias dos sindicatos, que são autônomos para seguir ou não a orientação do Comando Nacional. Embora todos participem dessas decisões, seja diretamente ou por meio das federações estaduais.ReivindicaçõesA greve teve como objetivo advertir e pressionar Fenaban para que seja apresentada uma contraproposta às reivindicações da categoria. Os bancários, que têm data-base no dia 1º de setembro, querem um reajuste salarial de 7,05% mais a inflação no período e uma maior Participação nos Lucros ou Resultados (PRL), sendo 5% do lucro líquido linear divido por todos. Eles ainda exigem um salário base acrescido de R$ 1.500.As reivindicações da categoria também envolvem a defesa do emprego, coibindo dispensas imotivadas, ampliação dos horários atendimento, realizando-o em 2 turnos (o que geraria mais contratações) e maior respeito à jornada de trabalho, de seis horas.Além disso, os bancários pedem o fim das metas abusivas, do assédio moral e mais segurança ao bancário, já que o assalto a bancos é um problema no País.

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