Bancários recusam proposta e param em todo o País

Os bancários dos 26 Estados do Brasil e do Distrito Federal rejeitaram ontem, em assembleias, a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de recomposição somente da inflação (4,5%) e entraram em greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Os funcionários de bancos, categoria que reúne 470 mil empregados no País, pedem aumento real de 10% e fazem outras exigências.

DANIEL GALVÃO, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 12h02

O Comando Nacional dos Bancários, que agrupa 134 sindicatos ligados a várias centrais sindicais, fará um levantamento do quadro de adesão ao movimento no início da tarde de hoje. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carlos Cordeiro, também coordenador do comando, afirmou que a categoria espera que a Fenaban apresente uma proposta que "contemple a reivindicação dos bancários".

"Estamos muito preocupados com a finalização que a Fenaban deu (às reivindicações). No dia 10 de agosto, entregamos a pauta, fizemos quatro rodadas de negociação, definimos em blocos de assunto (emprego, remuneração, condições de saúde e segurança), mas a Fenaban levou os bancários para a greve, porque não há motivo para uma proposta patronal tão ruim", afirmou.

De acordo com Cordeiro, enquanto paga "altos bônus" aos diretores, o setor quer tornar menor a soma da participação nos lucros e resultados (PLR) dos trabalhadores. "Como é que pode um setor tão lucrativo apresentar proposta sem aumento real, só repondo a inflação? Entendemos que a Fenaban quer a greve da categoria, porque não a chamou para negociar", disse.

Os bancários também defendem a alta dos pisos salariais, a proteção ao emprego e ações contra "metas abusivas". Em São Paulo, a decisão de paralisação foi tomada ontem em assembleia, com a participação de cerca de 1,5 mil trabalhadores.

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