Bancários rejeitam novamente proposta da Fenaban

Os bancários decidiram rejeitar o índice de 6% de reajuste salarial, proposto pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 10 de agosto, em assembléia realizada hoje na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante o Encontro Nacional dos Bancários, que promoveu o fechamento de 120 agências da região desde o início da manhã, os trabalhadores também tomaram a decisão de permanecerem parados durante toda a quarta-feira.Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, uma nova rodada de negociação deve acontecer na próxima semana e, caso até a data-base da categoria (1º de setembro), a Fenaban não apresente um novo porcentual de reajuste, os profissionais não descartam uma greve.A categoria - que conta com 400 mil funcionários de bancos públicos e privados em todo o País - reivindica reajuste salarial de 25% (6,22% de reposição da inflação mais 17,68% de aumento real), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de um salário mais R$ 1.200, além de 14º salário e 13º em tíquete. O piso salarial almejado pelos trabalhadores é o de R$ 1.522,01, sugerido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).Os bancários querem, ainda, que os bancos ampliem o horário de atendimento para o período compreendido entre as 9h e 17h, com dois turnos de trabalho, o que, segundo eles, criaria 161 mil novos empregos, além da ratificação da convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe dispensas não-motivadas.ManifestaçãoNa manifestação de hoje, 1.500 trabalhadores participaram da assembléia na Avenida Paulista. Segundo o sindicato, entre 10 mil e 12 mil bancários deixaram de trabalhar na região. Na quinta-feira passada, dia 19, a categoria já havia realizado, por meio da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), o Dia Nacional de Lutas, quando houve a paralisação de 24 horas nas principais capitais como São Paulo (zona Oeste), Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Fortaleza e Natal."Esperamos que os banqueiros tenham entendido o recado: os bancários querem aumento real. Em todas as concentrações a rejeição à proposta foi unânime", disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino. Uma nova rodada de negociação deve acontecer na próxima semana. "Se até a data-base, 1º de setembro, não houver uma proposta à altura das reivindicações da categoria, poderá haver greve", alertou Marcolino.

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