Bancários se dividem e greve é aprovada em alguns Estados

Oferta de 6% é aceita em várias capitais; na Caixa, paralisação será nacional

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 00h00

A proposta de reajuste de 6% dividiu os bancários do País. Em assembléias ontem à noite, funcionários de bancos privados e do Banco do Brasil aceitaram a oferta em importantes capitais como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Florianópolis. Porém, em outras regiões, como Brasília, Curitiba, Pará e Maranhão, a categoria votou em favor da greve por tempo indeterminado a partir de hoje. No caso da Caixa Econômica Federal, os funcionários aprovaram greve nacional.Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), até as 22 horas a proposta dos bancos havia sido aprovada também pelos funcionários das instituições privadas e do BB de Mato Grosso, Alagoas, Acre, Bahia, Espírito Santo e Piauí. Também já havia sido definida greve geral no Amapá, Pernambuco e Sergipe. No Rio, a proposta foi aceita pelos bancários do setor privado, mas os funcionários do BB decidiram fazer greve de advertência de 24 horas. No Ceará, foi aprovada greve por tempo indeterminado no BB e na Caixa.Na segunda-feira, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) melhorou a proposta de reajuste de 5,2% para 6%. Esse porcentual representa aumento real de 1,13%, além das reposição da inflação acumulada em 12 meses até agosto, de 4,82%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), apurado pelo IBGE. No ano passado, o aumento real foi de 0,63%. Além do reajuste de 6% nos salários, a Fenaban propôs uma cesta de alimentação a mais por ano (13ª), no valor de R$ 252,36.''''É uma reivindicação antiga que os bancários finalmente podem ter garantida de forma permanente no contrato de trabalho que beneficia os salários mais baixos'''', disse Luiz Carlos Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, antes das assembléias.Também houve mudança na oferta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que corresponderia a 80% do salário, acrescida de R$ 878.A proposta da Fenaban vale para empregados de bancos públicos e privados, mas na Caixa e outros bancos públicos as negociações não avançaram em reivindicações específicas, como correção no Plano de Cargos e Salários e isonomia entre os novos e antigos funcionários. No início das negociações, a categoria reivindicava reajuste de 10%, PLR equivalente a dois salários, mais R$ 3,5 mil, de forma linear a todos os bancários.

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