Bancários voltam ao trabalho na 6ª, mas Caixa mantém greve

Após 15 dias de paralisação, categoria aceita reajuste salarial de 6% e mudanças em participação nos lucros

Maíra Teixeira, da Central de Notícias,

08 de outubro de 2009 | 20h07

Os bancários de São Paulo, Osasco e Região decidiram voltar ao trabalho nesta sexta-feira, 9, após aceitar a proposta de 6% de reajuste salarial feita ontem pela Federação Nacional dos Bancários (Fenaban). Apenas os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) continuam em greve. Segundo o sindicato, os trabalhadores do banco público não aceitaram a proposta porque não houve avanços nas negociações específicas sobre a Participação de Lucros e Resultados (PLR) proposta individualmente pela CEF. A decisão foi tomada em assembleia com cerca de 1.500 bancários, na sede do Sindicato dos Bancários, na Rua Tabatinguera, região central da capital.

 

A categoria está há 15 dias em greve e, além da assembleia, realiza três reuniões nas proximidades da Praça da Sé, para decidir entre, empregados de instituições privadas e públicas, se aceitam a proposta da Federação dos Bancos (Fenaban), feita na tarde de ontem.

 

A Fenaban apresentou na quarta-feira, 7, uma proposta ao Comando Nacional dos Bancários que prevê reajuste salarial de 6 %, o que representa 1,5% de aumento real e mudanças no adicional à Participação nos Lucros e Resultados. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o Comando Nacional dos Bancários orienta pela aceitação da proposta.

 

Nacionalmente, a categoria reivindica reajuste salarial de 10% (sendo 5% de aumento real) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850. Além destas duas reivindicações, há ainda 98 itens em pauta na Convenção Coletiva de Trabalho, como metas de melhoria nas condições de trabalho, aumento do período de licença-maternidade, garantia de empregos em caso de fusões, entre outras.

 

Individualmente, os bancários de cada instituição negociam com os banqueiros condições relativas ao faturamento e particularidades de cada empresa.

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