Banco americano recebe empréstimo de emergência

Presidente dos EUA volta a admitir 'momento difícil' na economia, mas se diz otimista.

Da BBC Brasil, BBC

14 de março de 2008 | 16h30

Um dos principais bancos de investimento dos Estados Unidos, o Bear Stearns, recebeu nesta sexta-feira fundos de emergência, no mais recente sinal de que a crise de retração de crédito está afetando seriamente corporações financeiras americanas.Segundo o diretor-executivo do Bear Stearns, Alan Schwartz, os recursos virão de um rival, o JP Morgan Chase, e do New York Federal Reserve Bank. O montante da ajuda não foi revelado."Nós demos este importante passo para restaurar a confiança na nossa instituição dentro do mercado, fortalecer a nossa liquidez e nos permitir continuar a operar normalmente", afirmou Schwartz.Rumores sobre a situação do Bear Stearns vinham circulando há vários dias no mercado financeiro, segundo o analista econômico da BBC, Andrew Walker.Surgiram até informações de que algumas outras instituições financeiras não queriam negociar com a companhia, que é um dos bancos de investimento mais antigos de Wall Street.Schwartz tentou tranquilizar os mercados, mas, no comunicado em que anunciou o empréstimo, disse que a liquidez do banco se deteriorou de maneira significativa recentemente.Com a notícia, as ações do Bear Stearns - que esteve no centro da crise das hipotecas de risco nos Estados Unidos - apresentaram uma desvalorização de cerca de 50%.Discurso de BushPouco depois do anúncio do empréstimo de emergência ao banco, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, voltou a admitir que a economia do país "obviamente passa por um momento difícil".Mas, em discurso a empresários em Nova York, Bush afirmou que a economia americana é "resiliente" e se disse otimista de que o forte crescimento será retomado.Segundo Bush, seria errado o governo intervir no mercado imobiliário porque isso impediria os mercados de se corrigirem sozinhos.Bush reiterou ainda seu pedido ao Congresso para que aprove o acordo de livre comércio com a Colômbia.De acordo com o presidente americano, se isso não acontecer, os aliados regionais dos Estados Unidos podem ver a situação como um sinal de que o país não merece confiança.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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