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Banco Azteca visa expansão no Brasil e alvos para aquisições

O Banco Azteca, o braço financeiro do Grupo Elektra, planeja expandir suas atividades no Brasil com novas agências e possivelmente por meio de aquisições, apostando que a demanda de consumidores de baixa renda crescerá apesar do declínio da economia mundial.

ELZIO BARRETO, REUTERS

13 de março de 2009 | 20h58

O banco, parte do grupo de empresas do bilionário Ricardo Salinas, espera ter 20 agências até o final de 2009, ante 12 atualmente. A instituição também analisou mais de um alvo de aquisição no Brasil, disse numa entrevista Luis Nino de Rivera, vice-presidente do Banco Azteca.

"Nós estamos visando um crescimento orgânico ao construir nossa própria infraestrutura e nós olhamos para aquisições em potencial o tempo todo", Rivera afirmou. "Nós não encontramos a aquisição certa."

O Azteca, cujas agências estão basicamente localizadas dentro de lojas de varejo da Elektra, iniciou suas operações no Brasil há quase um ano, em Pernambuco. O banco oferece contas poupança, empréstimo pessoal e ao consumidor e um cartão de crédito para clientes de baixa renda.

Em breve, o banco oferecerá financiamento para motocicletas, disse de Rivera.

A instituição deve se expandir inicialmente para outros Estados do Nordeste, possivelmente Bahia, Ceará, Alagoas e Rio Grande do Norte, afirmou.

O Banco Azteca, que tem se expandido nas Américas Central e do Sul nos últimos anos, adicionou em média 2 mil contas por mês em suas agências no Brasil, que é "relativamente" um grande crescimento para uma pequena operação, disse Rivera.

"Todo mundo pensou antes de o Banco Azteca abrir que pessoas pobres não podiam economizar e que não tinham dinheiro, e portanto, seria uma grande batalha criar depósitos", afirmou Rivera. "A verdade é bem diferente."

Apesar da forte desaceleração da economia brasileira, a maior da América Latina, o banco espera que a demanda de serviços financeiros por parte de consumidores de baixa renda não registre queda acentuada. A instituição também não prevê um grande salto no volume de empréstimo de dívidas passadas como uma porcentagem de crédito total, que está ao redor de 9 por cento.

"Mais ou menos metade de nossos clientes vêm do setor informal, pessoas que não podem provar renda", disse Rivera. "Essas pessoas são sobreviventes econômicas. Elas sabem como sobreviver em momentos bons e ruins."

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