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Banco Bear Stearns demite 1.400 funcionários

A maioria dos cortes ocorreu nas operações de empréstimos para hipotecas residenciais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

08 de fevereiro de 2008 | 12h34

O diretor-financeiro do banco de investimentos americano Bear Stearns, Samuel Molinaro, afirmou que a instituição elevou significativamente sua liquidez com a intenção de se autofinanciar durante crises, renovou seus procedimentos de gestão de risco e cortou cerca de 10% de sua equipe, ou 1.400 funcionários, para reduzir custos. A maioria dos cortes ocorreu nas operações de empréstimos para hipotecas residenciais.A companhia vinha se orgulhando de sua cultura de risco no setor imobiliário até o ano passado, mas agora percebe que "confiou demais em nossa cultura e não em nosso processo", declarou o diretor. O chefe de gestão de risco da empresa agora responde diretamente ao diretor-financeiro e a instituição tem novas reuniões semanais sobre o assunto, assistidas por diretores de todas as unidades de negócios. Molinaro afirmou que muitas das atividades com ações da empresa e sua expansão internacional estão prósperos. No entanto, ele assumiu que quase triplicou a porcentagem da receita fora dos Estados Unidos no ano passado, para cerca de 30%, principalmente porque seus negócios domésticos sofreram bastante.Os atuais mercados indicam claramente que 2008 será um "ano muito difícil" para os negócios de renda fixa do Bear Stearns, declarou Molinaro. O diretor afirmou que o modelo de fazer ou comprar empréstimos hipotecários para depois transformá-los em ativos para serem vendidos a investidores, que antes era orgulho da empresa, está morto. Os negócios hoje envolvem "lidar com ativos desamparados".Se as coisas se estabilizarem no ambiente atual, segundo Molinaro, o retorno sobre patrimônio do banco em 2008 pode voltar a níveis históricos, depois de terem despencado no ano passado. "Certamente 2007 foi um ano que nós gostaríamos de esquecer no Bear Stearns", declarou o diretor. As informações são da Dow Jones.

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