Banco central alemão prevê PIB menor no 4º trimestre

O Bundesbank, o Banco Central alemão, informou que há vestígios de que a economia local deve ter se recuperado no início deste ano, embora tenha registrado, provavelmente, uma contração no quarto trimestre de 2002. Em seu botetim mensal, referente a fevereiro, a instituição informou que o Produto Interno Bruto (PIB) ficou "relativamente menor" no quarto trimestre, ante os três meses anteriores, embora não tenha divulgado números ainda. O dado final do PIB alemão no quarto trimestre só será anunciado no dia 26 de fevereiro e a maioria dos economistas do país prevê uma contração de 0,1% ante o terceiro trimestre. "A economia está em uma fase de semi-estagnação nos últimos dois anos", avaliou o Bundesbank. Entre os fatores citados pelo Bundesbank como motivos para o fraco desempenho estão as leis rígidas do mercado de trabalho, os impostos elevados e a elevada carga fiscal ou as falhas nos incentivos ao sistema de seguridade social. O Bundesbank, no entanto, informou que a Alemanha não está no limiar de uma recessão. "Ao contrário, pesquisas feitas a companhias e as encomendas previstas reforçam as esperanças de que a economia da Alemanha voltará a ganhar fôlego nos primeiros meses deste ano", observou o boletim. Essa avaliação do Bundesbank é fundamentada na melhora da demanda no setor industrial, enquanto o consumo privado continua enfraquecido.O boletim do Bundesbank exorta os governos federal, estaduais e municipais a cumprirem o processo de redução de seus déficits orçamentários para que o país consiga atingir um balanço equilibrado até 2006, assim como prevê a Comissão da União Européia. Segundo os especialistas, o déficit orçamentário da Alemanha superou, no ano passado, o nível de 3% do PIB estabelecido pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. O chanceler alemão Gerhard Schröder afirmou, na semana passada, que embora o limite de 3% para o déficit continue sendo uma meta, seu governo será flexível com esse teto caso a economia seja abalada pelos efeitos de uma guerra contra o Iraque. As informações são da Dow Jones.

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