KAREN BLEIER/AFP
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Banco Central americano mantém taxa de juros

Federal Reserve confirma política de elevar juros aos poucos; instituição aponta que economia dos Estados Unidos crescem a ritmo 'forte'

Victor Rezende, Monique Heemann e Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 16h05

SÃO PAULO E NOVA YORK - O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve a taxa básica de juros da economia americana na faixa entre 1,75% e 2,0%. A decisão foi unânime, com todos os 8 votos a favor da manutenção.

A instituição afirmou nesta quarta-feira, 1º, que espera manter um ritmo gradual de elevação de juros, já que os aumentos são "consistentes com a expansão sustentada da atividade econômica, condições fortes do mercado de trabalho e inflação próxima da meta de 2%".

Na terça-feira, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), considerado a medida de inflação favorita do Fed, apontou que a inflação avançou 2,2%, acima da meta estabelecida pelo banco central. Em relação à atividade, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu à taxa anualizada de 4,1% no segundo trimestre, no ritmo mais acelerado de expansão desde 2014.

Para S&P, próxima alta será em setembro

Mais do que manter os juros na mesma faixa, o Fed destacou que o crescimento dos EUA segue "numa taxa forte", comentou ao Broadcast Satyam Panday, economista sênior para Estados Unidos da S&P Global Ratings.

Para Panday, como a demanda doméstica nos EUA está sólida e há baixo desemprego, o Federal Reserve deve subir os juros na próxima reunião em setembro. "A principal mensagem do comunicado da reunião encerrada nesta quarta-feira é que a economia americana está bem e o processo de alta gradual de juros será mantido", destacou.

Na opinião do economista da S&P, o banco central americano deve elevar os juros também em dezembro, o que significará que ocorrerão quatro altas das taxas neste ano. Ele estima que o núcleo do índice de preços de gastos ao consumo, PCE na sigla em inglês, chegará em dezembro a 2% e que o PIB dos EUA subirá 3,0% neste ano.

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