Banco Central argentino diz que economia se recupera

O Banco Central da Argentina divulgou relatório no qual sustenta que a economia do país começa a mostrar sinais de recuperação, especialmente no setor financeiro. Segundo o BC, o PIB teria crescido 0,5% no terceiro trimestre em comparação com o segundo trimestre deste ano. Esta seria a primeira vez desde o início da recessão, em 1998, que o país conseguria dois trimestres seguidos de crescimento. No entanto, os dados oficiais sobre o PIB do terceiro trimestre somente serão apresentados nos próximos dias.O relatório, que foi enviado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), também indica que o sistema financeiro argentino, depois de meses mergulhado na pior crise de sua História, começa a se recuperar. Desde dezembro passado, com a criação do "corralito" (semi-congelamento de depósitos bancários), os argentinos ficaram desconfiados do sistema financeiro, já que grande parte de suas economias ficaram retidas dentro dos bancos. Muitos bancos estrangeiros partiram definitivamente do país, considerando que as chances de negócios estavam acabadas.No entanto, o BC afirma que entre o 30 de junho e o 30 de setembro as contas retidas dentro do "corralito" (semi-congelamento dos depósitos bancários) registraram um aumento de 1,82 bilhão de pesos em seus saldos. Isso indicaria que apesar da desconfiança os argentinos preferem deixar seu dinheiro nos bancos, estimulados pelos altos juros, além do temor a roubos, para o caso de guardar o dinheiro em casa.Além disso, o BC registrou um inesperado crescimento do número de novas contas correntes, livres do "corralito". No total, as novas contas possuem 2,52 bilhões de pesos.Dia das MãesNeste terceiro domingo de outubro os argentinos comemoraram o dia das mães. Desde que esta data começou a ser celebrada décadas atrás, o comércio deste país não registrava vendas tão baixas. Segundo a Coordenadoria de Atividades Mercantis Empresariais (CAME), as vendas para o dia das mães despencaram 34% em comparação com o mesmo período do ano passado. As piores quedas ocorreram nos setores de eletrodomésticos, com uma perda de 68%; roupa de cama, que teve uma queda de 53% e perfumes e cosméticos, que registrou uma redução de 29%.A CAME afirmou que enquanto as incertezas continuarem pairando sobre os argentinos, estes permanecerão com o consumo restringido.Os restaurantes portenhos, que em anos anteriores costumavam ficar repletos de famílias, neste domingo ficaram às moscas.

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