Marcello Casal Jr./Agência Brasil - 6/5/2020
Marcello Casal Jr./Agência Brasil - 6/5/2020

Ata do Copom indica alta menor do juro nas próximas reuniões

Comitê já elevou a taxa por oito vezes consecutivas desde março de 2021

Thaís Barcellos e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2022 | 08h35
Atualizado 08 de fevereiro de 2022 | 09h10

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou, em ata de seu último encontro, divulgada nesta terça, dia 8, que considera mais apropriada a estratégia em relação à taxa Selic de “ajustes adicionais em ritmo menor nas próximas reuniões”, depois da alta de 1,50 ponto porcentual, a 10,75%, na última semana.

“Concluiu-se que um novo ajuste de 1,50 ponto porcentual, seguido de ajustes adicionais em ritmo menor nas próximas reuniões, é a estratégia mais adequada para atingir aperto monetário suficiente e garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos”, disse o Copom, na ata.

O comitê ainda informou que preferiu não indicar a magnitude dos próximos passos devido à incerteza “particularmente elevada” sobre os preços de importantes ativos e commodities e ao estágio do ciclo. O Copom já elevou a taxa Selic por oito vezes consecutivas desde o início do aperto monetário, em março de 2021, acumulando alta de 8,75 pontos porcentuais, o ajuste mais forte desde 1999.

“Finalmente, a incerteza particularmente elevada sobre preços de importantes ativos e commodities, assim como o estágio do ciclo, fez o Comitê considerar mais adequado, neste momento, não sinalizar a magnitude dos seus próximos ajustes.”

Inflação

Também na ata divulgada hoje, o Copom repetiu que a inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e mais persistente que o antecipado. 

"A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor", repetiu o Copom, em avaliação semelhante à feita na reunião de dezembro.

Mais uma vez, o BC reconhece que os resultados mais recentes dos índices de preços vieram acima do esperado. Novamente, a surpresa inflacionária ocorreu tanto nos componentes mais voláteis como, principalmente, nos mais associados à inflação subjacente. "As diversas medidas de inflação subjacente apresentam-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação", completou o documento.

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