Banco Central atrapalhou crescimento, diz Delfim

O deputado federal Delfim Netto (PP-SP) disse que o Banco Central foi o responsável por o País desperdiçar as melhores condições de crescimento, existentes no final do ano passado. "O crescimento é um estado de espírito que exige uma participação ativa, não só do governo como também da sociedade", afirmou o deputado em entrevista ao Jornal da Cultura. Ele alertou que o BC não é capaz de produzir crescimento, que dependeria de um programa de crescimento e de investimentos privados, mas poderia atrapalhá-lo: "No final do ano passado nós estávamos desenvolvendo esse espírito, havia realmente uma tendência mais rápida ao crescimento. Mas, infelizmente, o comportamento do Banco Central não foi o mais adequado e se retirou um pedaço do entusiasmo existente." Regras estáveis para novos investimentos Para o deputado, cabe ao governo convencer os empresários de que tem condições de reduzir os riscos dos investimentos. Ele lembrou o exemplo do regime da controle das atividades das agências reguladoras que tem provocado insegurança entre os empresários. "Não é possível continuar com a atitude dúbia dessas agências, dando ao empresariado menos segurança do que ele precisa", frisou Delfim. "Basta ver o nível de investimento externo que caiu dramaticamente. Caiu não porque o Brasil deixou de crescer apenas, mas o Brasil deixou de crescer porque não deu a esses investidores a garantia de que eles necessitam para realizar os seus empreendimentos."

Agencia Estado,

24 Março 2004 | 07h25

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