Banco Central avalia impacto do consumo

O bem-sucedido processo de inclusão social gerou ?um bom problema? para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva: o aquecimento da demanda provocado pelos programas, que jogou no mercado de consumo milhares de brasileiros das classes C, D e E. Os elevados níveis de consumo desses emergentes entrou de vez no radar econômico e suscitou análises diferentes no Banco Central (BC) e no Ministério da Fazenda.O BC identifica problemas à frente no controle da inflação. A Fazenda saltou de uma preocupação exacerbada, para uma postura mais equilibrada e alinhada com o BC, de identificação da capacidade da indústria em atender à demanda.O BC teme que a procura por bens se mantenha em ritmo insustentável para a atual capacidade de produção. Essa percepção não é nova. Há alguns meses, a diretoria do banco alertava para o risco inflacionário do consumo desenfreado e da expansão dos gastos públicos, que dão fôlego às análises sobre a possibilidade de elevação da taxa básica de juros. O relatório de inflação, divulgado na quinta-feira passada, foi um marco para essas pretensões do colegiado do Comitê de Política Monetária (Copom). No mercado financeiro, as opiniões são divergentes mas a tendência também é de elevação da taxa Selic (juro básico da economia brasileira, hoje em 11,25% ao ano).

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