Marcos Brindicci / Reuters
Marcos Brindicci / Reuters

Banco central da Argentina mantém taxa de juros em 40% ao ano

Autoridade monetária da Argentina também modificou a periodicidade das reuniões

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2018 | 19h13

O Banco Central da República Argentina (BCRA) manteve inalterada em 40% ao ano a taxa básica de juros da economia do país, reforçando que o ritmo contrativo da política monetária vai ser mantido até que a trajetória e as expectativas da inflação se alinhem com a meta de dezembro de 2019.

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A instituição reforçou ainda que há riscos para que a inflação se acelere no país, devido ao repasse da desvalorização do peso argentino para os preços.

"Por outro lado, o Conselho de Política Monetária entende que a confirmação do caminho decrescente do gasto público somado ao compromisso assumido pelo BCRA de não financiar mais o Tesouro e os esforços para redução de liquidez no sistema deverão colaborar com a contenção inflacionária", comentou a instituição.

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Desta forma, o BCRA se comprometeu a seguir "monitorando o comportamento da inflação nos próximos meses", podendo introduzir ações corretivas para alcançar sua meta de inflação.

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Na esteira da modificação da presidência do BCRA, que foi assumida pelo economista Luis Caputo em 14 de junho, a instituição alterou também a periodicidade das reuniões de política monetária. Os encontros, antes quinzenais, passam a ser mensais, com a próxima decisão sobre juros marcada para 7 de agosto.

A autoridade monetária disse ainda estar comprometida ainda em permanecer a "intervenção ativa" no mercado secundário de bônus conhecidos como Letras do Banco Central (Lebac), uma das medidas responsáveis pela redução da volatilidade no câmbio local. A instituição afirmou também a intenção de reduzir os estoques de Lebac.

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