Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Banco central da China corta juros e compulsório para ajudar economia

Medida é anunciada em meio aos temores sobre a desaceleração no crescimento chinês; índice Xangai Composto recuou 7,6% nesta terça-feira, após uma baixa de 8,5% na segunda-feira

Dow Jones Newswires e Reuters, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 08h35

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou sua taxa de juros em meio ponto porcentual e reduziu o compulsório dos bancos, também em meio ponto porcentual. O anúncio é realizado em meio a turbulências no mercado do país.

A China também acabou com o limite para a maior parte dos depósitos bancários. O PBoC removeu o teto de depósitos fixos com vencimento superior a um ano.

O PBoC disse em comunicado em seu site que também estava reduzindo o compulsório para os bancos que emprestam ao setor rural em meio ponto porcentual adicional. A instituição reduziu a taxa de empréstimo de 1 ano em 0,25 ponto percentual, para 4,6%. Segundo a autoridade monetária, o corte entra em vigor a partir de 26 de agosto. Além disso, cortou a taxa de depósito de um ano em 0,25 ponto percentual.

Ao mesmo tempo, o banco central também reduziu a taxa de compulsório em 0,5 ponto percentual, para 18%, para a maioria dos grandes bancos, sendo que a mudança terá efeito a partir de 6 de setembro.

O corte na taxa de juros entra em vigor na quarta-feira, enquanto a redução no compulsório começa a valer em 6 de setembro. No caso do corte no compulsório, a instituição disse que o objetivo era garantir a liquidez e o crescimento estável no crédito. O corte nos juros tem como meta reduzir custo de empréstimos para empresas.

O corte na taxa de juros é o quinto do banco central chinês desde novembro, enquanto o corte no compulsório para todos os bancos é o terceiro do ano.

A medida é anunciada em meio aos temores sobre a desaceleração no crescimento chinês. O índice Xangai Composto recuou 7,6% nesta terça-feira, após uma baixa de 8,5% na segunda-feira, levando sua queda a mais de 20% ao longo dos últimos quatro dias de negociação. 

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