Banco Central de Cingapura pode intervir no câmbio

O banco central de Cingapura informou ontem que poderá intervir no câmbio para controlar a valorização da moeda local e destacou que a Ásia enfrenta riscos provenientes do aumento do fluxo de capital para a região. "Cingapura tem visto um forte fluxo de entrada de capital desde o segundo semestre de 2009, em consequência do enfraquecimento generalizado do dólar norte-americano e do cenário relativamente positivo da economia de Cingapura", disse a Autoridade Monetária de Cingapura (MAS, na sigla em inglês), em sua revisão anual sobre a macroeconomia do país. "Em tais circunstâncias, o MAS pode intervir no mercado de câmbio para limitar as pressões de alta do dólar de Cingapura", acrescentou.

, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

A Autoridade Monetária disse, entretanto, que controla as intervenções no câmbio para manter a base monetária estável e que as intervenções têm pouco impacto na conta corrente dos bancos locais.

É raro para o MAS discutir suas intervenções no câmbio. Pessoas próximas à questão disseram duas vezes à Agência Dow Jones que o banco central vendeu dólares de Cingapura para enfraquecer a alta da moeda.

O MAS esclareceu ainda que a decisão de elevar o juro no mês passado teve por base a expectativa de que a atividade econômica permanecerá elevada e de que a economia do país continuará crescendo, embora em ritmo mais lento e sustentável. Ao mesmo tempo, as pressões sobre os custos domésticos subiram e o forte crescimento na renda impôs alta nos preços de itens de consumo, observou o MAS.

O MAS utiliza o câmbio como instrumento de política monetária, já que a economia do país está fortemente relacionada à exportação. Em 14 de outubro, o banco central surpreendeu o mercado anunciando que iria acelerar a alta do dólar para um ritmo rápido, o que permitira a elevação da moeda.

Filipinas. O banco central das Filipinas está intervindo no câmbio para "preservar o valor do peso de modo que oscile dentro de uma área específica", disse o presidente do país, Benigno Aquino, em entrevista concedida para a Bloomberg. De acordo com ele, a taxa de câmbio do peso deve ficar "estável" e seu movimento deve ser "administrável". A Bloomberg informou que os comentários foram feitos em um fórum em Hanói, no Vietnã. / DOW JONES NEWSWIRES

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