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Banco Central do Japão mantém juro básico em 0,1% ao ano

Medidas de compra de dívida corporativa, adotadas para combater a crise, serão encerradas, segundo o banco

HÉLIO BARBOZA, Agencia Estado

30 de outubro de 2009 | 07h56

O Banco do Japão (BOJ, banco central) decidiu nesta sexta-feira, 30, encerrar as medidas de compra de dívida corporativa no fim de dezembro, conforme planejado, desativando parte dos instrumentos heterodoxos adotados neste ano para enfrentar a crise financeira global. No entanto, o banco aprovou por unanimidade a decisão de deixar inalterada a taxa básica de juros em 0,1% ao ano. A taxa tem sido mantida neste nível mínimo desde dezembro do ano passado.

 

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A decisão do BOJ aparece como um sinal de que a crise global do ano passado se amenizou. As condições de levantamento de fundos parecem ter melhorado a ponto de as instituições financeiras conseguirem obter os recursos necessários sem qualquer rede de proteção. O BOJ afirmou, porém, que a medida não significa o início da chamada "estratégia de saída", que o banco define como o fim da taxas de juros em níveis mínimos.

O conselho de política monetária aprovou por 7 a 1 o encerramento, no fim do ano, do programa de compra de bônus corporativos e commercial papers. Refletindo as melhoras no funcionamento do mercado, o montante de dívida que o BOJ comprou ficou bem abaixo do limite que o banco havia estabelecido: até 20 de outubro, a instituição tinha o equivalente a 70 bilhões de ienes de commercial papers, comparados ao teto de 3 bilhões de ienes que o banco disse que compraria, e 261 bilhões de ienes em bônus corporativos, contra um limite de 1 trilhão de ienes.

O conselho do BOJ decidiu, entretanto, estender até o fim de março uma linha especial de crédito para fornecer fundos pelo prazo de três meses e à taxa de 0,1%, num esforço para injetar liquidez suficiente no mercado antes do fim do ano fiscal. Já com relação à taxa de juros, o BOJ deve mantê-la na mínima por enquanto, uma vez que a demanda doméstica continua fraca, por causa da deterioração do mercado de trabalho e do baixo nível de investimento das empresas. O presidente do banco, Masaaki Shirakawa, disse que o BOJ vai manter "pacientemente" a taxa no nível atual, até que a recuperação econômica do Japão se consolide. As informações são da Dow Jones.

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