REUTERS/Leah Millis
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Banco central dos EUA corta juros para faixa entre 1,75% e 2%

Corte foi de 0,25 ponto percentual e porta ficou aberta para futuras baixas. Trump tuíta que presidente do Fed não tem 'colhões'

Ricardo Leopoldo e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2019 | 11h35
Atualizado 16 de novembro de 2019 | 19h19

O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, cortou os juros do país em 0,25 ponto porcentual, baixando a taxa básica para a faixa entre 1,75% e 2% e deixou a porta aberta para futuros cortes. É a segunda vez que faz isso desde a crise global de 2008. A primeira foi em julho, após forte pressão do presidente americano, Donald Trump. 

Além da taxa básica, o banco central americano também cortou a taxa sobre compulsório e excesso de reservas nos Estados Unidos. O Ibovespa perdeu os 104 mil pontos se o dólar encostou em R$ 4,10. 

Pressão interna e global

Concluída nesta quarta-feira, a reunião foi influenciada por dados econômicos conflitantes, pressão constante da Casa Branca, cortes acentuados nas taxas de juros no mundo e na esteira de um salto inesperado nos custos de empréstimos overnight, num movimento que por si só exigiu ação. 

O corte de 25 pontos-base se alinha aos movimentos de bancos centrais de todo o mundo no sentido de relaxar a política monetária para compensar o impacto de uma guerra comercial EUA-China e outros riscos para a economia global. Apesar de ter vindo em linha com as expectativas, nem de longe ele atendeu ao ajuste demandado por Trump. O presidente americano tuitou, pouco depois da decisão, que o presidente do Fed havia falhado e não tinha 'colhões', bom senso ou visão. 

 


Após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que os dirigentes do banco central americano estão dedicados a adotar a melhor decisão de política monetária em um contexto internacional de muitas incertezas, marcadas por desaceleração na Europa e na China. Powell afirmou que o mercado de trabalho nos EUA continua apresentando bom desempenho, ao mesmo tempo que o avanço dos salários é baixo por causa de remuneração menor. “A inflação continua correndo abaixo de 2%”, afirmou. 

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