Manuel Balce Ceneta/AP
Manuel Balce Ceneta/AP

Banco central dos EUA mantém taxa de juros do país perto de zero

Em comunicado, o Fed sinalizou que a instituição continua no caminho para elevar os juros em setembro ou no final do ano

Dow Jones

29 de julho de 2015 | 15h40

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) concluiu sua reunião de dois dias de política monetária com a decisão de mantar a taxa de juros de referência entre zero e 0,25%, deixando em aberto a difícil decisão a ser tomada no encontro dos dias 16 e 17 de setembro. 

Em comunicado, o Fed informou que vê progressos no mercado de trabalho, um sinal de que a instituição permanece no curso de elevar os juros básicos da economia em setembro ou no final do ano. Ao mesmo tempo, no entanto, ele sinalizou uma persistente preocupação com a inflação baixa, que está gerando cautela entre os dirigentes da instituição e poderia convencê-los a adiar o arrocho monetário.

O Fed concluiu sua reunião de dois dias de política monetária com a decisão de deixar sua taxa de juros de referência em patamar próximo a zero, deixando em aberto a difícil decisão a ser tomada no encontro dos dias 16 e 17 de setembro.

A presidente do Fed, Janet Yellen, disse que as autoridades esperam aumentar as taxas neste ano. O banco central tem três reuniões programadas neste ano para agir, setembro será a próxima. O comunicado da reunião de hoje não dá um sinal evidente sobre o momento que os juros poderão começar a subir, conferindo ao Fed a opção de agir em setembro, mas não um compromisso claro.

No centro do pensamento do Fed está o compromisso de buscar seu "duplo mandato" de máximo emprego e inflação perto de 2% ao ano. O Fed tem dito que vai aumentar as taxas quando houver melhorias no mercado de trabalho e estiver "razoavelmente confiante" de que a inflação no caminho de retornar a 2%.

Os dirigentes do Fed destacaram no comunicado que houve "sólido ganho de empregos" e declínio do desemprego. O Fed também salientou que sua avaliação da folga no mercado de trabalho mostra que a subutilização de recursos diminuiu.

Durante meses, os dirigentes disseram que queriam ver "melhoria adicional no mercado de trabalho", antes de estarem convencidos de que é hora de subir taxas. Na declaração de hoje, eles disseram que queriam ver "alguma" melhoria adicional, sugerindo que a situação está mais próxima da desejável.

Como anteriormente, o Fed disse que a economia estava se expandido moderadamente, e citou ganhos de consumo e investimento imobiliário. Ao mesmo tempo, no entanto, destacou que a inflação continuou a abaixo da meta de 2% e que eles estavam acompanhando a evolução dos preços de perto, um sinal de alguma apreensão.

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