Karen Bleier/AFP
Karen Bleier/AFP

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Banco Central dos EUA reduz mais uma vez estímulos à economia

Taxa de juros segue no mesmo nível desde a crise financeira de 2008; novo corte aproxima do fim programa vigente há quase 6 anos

Atualizado às 16h35, Economia & Negócios 

17 de setembro de 2014 | 15h28


O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu nesta quarta-feira, 17, cortar mais uma vez seu programa de estímulos à economia. Assim, ficou decidido que a compra mensal de títulos públicos será reduzida em mais US$ 10 bilhões, para US$ 15 bilhões. A nova dose começa a vigorar em outubro.

As taxas de juros básicas da economia americana seguem inalteradas: entre zero e 0,25%. Trata-se do mesmo número estipulado em 2008, no auge da crise financeira mundial. 

Em comunicado, foi feita a promessa de que eles sejam mantidos nesse patamar por "período considerável". De acordo com o documento, quando ficar decidida a mudanças dos juros nos Estados Unidos, será adotada "uma abordagem equilibrada, consistente com suas metas para o prazo mais longo, de emprego máximo e inflação a 2%". 

Sobre expressão "tempo considerável", de acordo com a presidente do Fed, Janet Yellen, a intenção de não tocar nos juros é condicional. Dependente de leituras futuras sobre os indicadores econômicos.

Alguns economistas e operadores de mercado esperavam que o Fed mudasse a orientação futura que tem fornecido desde março. Mas a autoridade monetária americana não levou em conta a melhora geral nos indicadores de desempenho da economia.

Entenda. A retirada dos estímulos dos EUA preocupa os países emergentes por reduzir a liquidez internacional e pode trazer turbulências aos mercados financeiros. Diante desse cenário, os bancos centrais de economias emergentes subiram suas taxas de juros para conter a fuga de capitais.

Estes quase seis anos de afrouxamento monetário e juro (quase) zero nos Estados Unidos tiveram três fases. Até dezembro de 2013, cerca de US$ 3,8 trilhões foram injetados nos mercados. A primeira fase começou em novembro de 2008. Despejou US$ 1,7 trilhão na economia em dois anos na compra de "investimentos podres" e títulos do Tesouro americano.

De novembro de 2010 a setembro de 2011, a segunda fase aumentou em US$ 600 bilhões a liquidez mundial. Na sequência, começou uma operação de troca de títulos de até três anos por papéis de 6 e 30 anos. O plano foi até junho de 2012 e alcançou volume acima de US$ 400 bilhões.


A terceira fase vigora desde setembro de 2012. Primeiro, instituiu recompras de ativos de US$ 40 bilhões mensais e, depois, subiu a dose para US$ 85 bilhões, que foi gradualmente reduzida até os US$ 15 bilhões anunciados nesta quarta. (Com Reuters)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.